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“O desafio da educação do Brasil na tentativa de ser um ator global”

SP em notícia pelo mundo
Por Nathan Lopes

A educação privada e particular em São Paulo e sua relação com o potencial futuro econômico do país é tema de grande reportagem da BBC News. Também apareceu no noticiário internacional as polêmicas pinturas de assassinato da Bienal e uma apresentação do Museu do Futebol, que representa a paixão do brasileiro por esse esporte. Além disso, a viagem de um jornal mexicano pelas ruas paulistanas por 48 horas.

Para ler as matérias na íntegra, clique no nome do jornal, embaixo da manchete.  

Brazil’s education challenge in bid to be world player (O desafio da educação do Brasil na tentativa de ser um ator global) 
BBC News (Inglaterra)27 de setembro de 2010  

Eric e Raquel são os personagens da reportagem de Paulo Cabral e Liz Throssell. Ambos são estudantes e têm 16 anos. A diferença está na escola que frequentam em São Paulo, a 40 quilômetros de distância uma da outra. Ele estuda no sistema estadual de ensino. Ela, no Colégio Vértice, cuja nota no Enem deste ano foi a maior do país. Através da disparidade na vida dos dois, mostra-se o que será da futura mão-de-obra do país, colocado como de grande potencial econômico. 

A mensalidade da escola de Raquel é de dois mil reais, o dobro da renda média do brasileiro. “Mas há uma longa lista de espera de pais desejosos e em condições de pagar pela melhor educação possível para seus filhos”, diz a matéria. Enquanto a aluna vê vontade de aprender de seus colegas na sala de aula, Eric passa por situação diferente na escola Madre Paulina, uma das vinte piores em São Paulo, no ano passado. “Ninguém aqui está motivado, nem os professores. Como isso pode acontecer? Esses professores são as pessoas que têm de preparar os doutores e engenheiros do futuro”, diz ele, quem divide a sala com cerca de 50 alunos. O salário dos professores também é alvo de comparação. R$7000 no ensino particular e R$ 900, no público. 

A reportagem mostra que a educação é tida como prioridade pelos candidatos à Presidência, “mas não foram além das promessas comuns”. “Brasil viu um rápido crescimento econômico na década passada, mas sem uma melhoria significante na educação e o treinamento de sua força de trabalho, pode falhar em descobrir todo seu potencial econômico”. 

Assassination as art? Killer sketches stir row in Brazil (Assassinato como arte? Esboços de assassino tumultuam exposição no Brasil) 
The Independent (Inglaterra)25 de setembro de 2010  

Uma pintura da rainha Elizabeth II sendo executada chamou a atenção do jornal inglês The Independent para a Bienal de São Paulo. A reportagem apresenta a obra de Gil Vicente, que foi alvo de polêmica, junto à OAB, por mostrar também os assassinatos de George W. Bush, Kofi Annan e até o papa Bento XVI. “Eles dizem que incentiva o crime. Roubar dinheiro público não é um crime? As reportagens de TV não estão incentivando crimes? Só o meu trabalho é incentivo de crime?”, indignou-se Vicente. 

A matéria conta a história da série de obras, chamada “Inimigos”. Elas começaram em 2005 com o assassinato de Bush. Passado um ano, o artista terminou a coleção com os nove líderes mundiais, com os quais ele estava desapontado. Como curiosidade, o jornal conta que as pinturas estão à venda por 260 mil dólares. Todas elas. Gil Vicente não as vende separadamente.

Museo del fútbol, una mirada al alma de Brasil (Museu do futebol, uma olhada na alma do Brasil)
El País (Costa Rica)29 de setembro de 2010

O Museu do Futebol comemorou seu segundo aniversário este ano, mas não foi este o motivo da reportagem do jornal “El País”, da Costa Rica. Através das seções do museu, Helmut Reuter vai explicando o que representa esse esporte para o brasileiro. “È um museu sobre o futebol, mas na realidade é algo mais: é um museu sobre o Brasil”, disse o guia Eduardo Lemos. Também não faltam explicações sobre o léxico futebolístico. “As vitórias por goleada são chamadas ‘chocolate’ no Brasil, e são amargas para os perdedores” é uma. “Os erros vergonhosos dos goleiros são chamados ‘frango’ (‘pollo’/‘gallina’)”. Mais tarde, cita a sala com 25 jogadores da história do futebol nacional, como Pelé, Garrincha, Bebeto. A matéria não esquece que o museu fica no “estádio monumental do Pacaembu”, de 60 anos de existência. “Ali jogam os clubes de primeira divisão Corinthians, Palmeiras e também o Santos de Pelé. Hoje constroem a história da qual amanhã falará o museu”.

48 horas en Sao Paulo (48 horas em São Paulo)
El Universal (México)27 de setembro de 2010 

O roteiro de Jessica Servín começa com esta introdução. “Melodias rítmicas que seguem a voz de Gilberto Gil, vozes com zumbido de salsa e reggaeton, isso sim, ninguém dança. As mulheres que andam pelas ruas caminham como se estivessem em uma passarela de moda enquanto os garotos, recém-saídos da universidade, acomodam-se nas calçadas para descansar, fumar um cigarro. São Paulo, como muitas metrópoles do mundo, se conhece a pé ou em uma viagem de ida e volta no metrô”. Clique no nome do jornal, acima, para ver o que ela fez em 48 horas por aqui. 

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Roma, Nápoles, Milão, São Paulo

Por Priscila Pires

Assim que deixei o Aeroporto Fiumicino, a impressão que tive foi a de que Roma seria muito parecida com São Paulo. Muitos carros, muita gente, muitas casas. Porém, durante a minha estadia percebi que as semelhanças não eram assim tantas. Assim como a capital paulista, a vida noturna romana é (até que) agitada; mas, diferente daqui, os grupos de turistas não estão “a trabalho” e os monumentos pipocam em praticamente todas as esquinas. Parecia um Hopi Hari.

Um pedacinho de Roma

Senti um pouco mais de Brasil em Napoli. O trânsito era infernal – de verdade. Imagine a cena: todos os carros com pelo menos alguma batida, semáforos que não funcionam (nem sempre porque estavam quebrados. Muitas vezes só não eram respeitados!), buzinas incansáveis, estacionamentos improvisados na calçada…

Ah, bom... e tem também "a" pizza napolitana

Foi só no fim da viagem que descobri alguma outra cidade que lembrasse São Paulo. Milano também é um centro econômico de seu país, e quando eu cheguei por lá fui recebida com uma daquelas chuvas de verão (uma surpresa depois de mais de vinte dias de céu azul). E na avenida da Estação Ferroviária (que, diga-se de passagem, é um belo edifício que lembra um pouco os do centro de São Paulo) ventava tanto que eu me perguntei se já havia chegado à Avenida Paulista.

Via Vittor Pisani, em Milano

Mas foi só isso. A noite em Milano estava paradíssima e muitas lojas estavam fechadas para férias (o que significa que só voltariam a abrir em… setembro!). Minha companheira de viagem chamou isso de qualidade de vida. Já eu fiquei morrendo de saudades da baguncinha paulistana.

... volto em setembro

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