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Poluição, teatro e distância em 140 caracteres

SP em 140 caracteres
Por Nathália Soriano

@MariArmellini

Estou num relacionamento à distância. Com alguém que mora aqui em São Paulo mesmo. #faltatempopratudo    
7:36 PM Sep 11th  via web

@DaniloGentili

São Paulo é aquela cidade que fez o Spectroman desistir da luta contra a poluição.    
4:09 PM Sep 14th  via ÜberTwitter 

  @edununes_

Ontem assisti ao espetáculo “Os boêmios de Adoniran”. Pra quem gosta de samba, de Adoniran, de SP e de arte. Emocionante.    
domingo, 12 de setembro de 2010 15:36:17  via web

@santoEvandro

Chegay em Sampa…minha mae dura, exigente, fascinante e inquieta!!!    
9:15 PM Sep 14th  via Twitter for BlackBerry® 

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A cor do céu de Santiago

Por Nathan Lopes

O branco da neve dos Andes ganha outro tom

O branco da neve dos Andes ganha outro tom

O maior problema de Santiago é visível. Basta olhar o céu e se notará uma mescla de azul com uma densa camada cinza. O ar da capital chilena nem disfarça a poluição que carrega para todos os lados.

A causa vem, como sempre, dos veículos. O combustível dos automóveis no Chile é exclusivamente a gasolina – ou diesel, no caso dos caminhões. Porém, é injustiça colocar a culpa toda neles. O frio também é responsável.

As casas de Santiago utilizam “estufa” para aquecer os ambientes. “Estufa”, em espanhol, é “aquecedor”. Para evitar problemas, a tradução do significado da palavra em português é “invernadero”. Esse aparelho funciona a gás. O objeto que se acha com mais facilidade em qualquer lugar é o botijão. Além de ser usado nos fogões, ele tem a missão de não deixar ninguém passar frio. Também existem os aquecedores elétricos, mas não são muito populares. O gasto com as “estufas” é mais econômico. E isso mesmo com uma conta alta vinda da Argentina, país do qual importa seu gás.

O cerro San Cristóbal e sua poluição companheira

O cerro San Cristóbal e sua poluição companheira

São Paulo também é uma cidade poluída, mas tem uma vantagem: não existe a cordilheira dos Andes em seu entorno. Não, ela é muito bonita de se observar, tentamos até imitá-la com a nossa serra da Cantareira. O problema é que a cordilheira não deixa o vento tirar a poluição do ar da cidade. Ela sempre para nos Andes. Com isso, a camada cinzenta fica cada vez maior.

A situação fica nítida quando se visita as duas colinas de Santiago: o cerro San Cristóbal e o cerro Santa Lucía. Este é um pouco mais baixo. Mesmo assim, a vista da cidade já fica um pouco embaçada. Não tive esse problema, pois quando fiz a visita havia chovido no dia anterior. Esse é o melhor momento para conhecer os cerros, já que a chuva limpa um pouco o ar da cidade. Já a imagem obtida do cerro San Cristóbal parece a mesma de uma pessoa que veste óculos sujos. E isso só na metade da subida. Quanto mais metros são percorridos, menos se enxerga a cidade. Ela parece coberta por um lençol cinza. A coitada da Virgem, que fica no cume da colina, nunca deve ter visto Santiago como ela é. 

De um dos pontos mais altos de Santiago, pouco se vê da cidade

De um dos pontos mais altos de Santiago, pouco se vê da cidade

O resultado da poluição são tosses, garganta irritada, espirros, nariz entupido. Enquanto ela persistir, recomenda-se que se visite, antes de viajar, um otorrinolaringologista. Ou, pelo menos, leve um soro fisiológico na mala. Vai dar para aproveitar tudo muito mais.

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