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Os deputados estaduais de 2011-2014

Por Nathan Lopes

Das 94 cadeiras da Assembleia Legislativa de São Paulo, praticamente metade será de PSDB e PT. Os petistas elegeram 24 deputados, enquanto os tucanos, 23. Assim como na Câmara Federal, o PSOL aparece com um representante. Na mesma situação estão o PP e o PR. Este, aliás, não teve um Tiririca que lhe desse mais posições entre os deputados estaduais na eleição do último domingo.

Abaixo, o EspelhoSP divulga a lista dos eleitos para a gestão 2011-2014, separados por partido. Ela começa pelo do deputado mais votado: Bruno Covas, do PSDB.

Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)23 deputados

Bruno Covas – 239.150 (mais votado)
Paulo Alexandre Barbosa – 215.061
Fernando Capez – 214.592
Pedro Tobias – 198.379
Barros Munhoz – 183.859
Orlando Morando – 138.630
Samuel Moreira – 130.865
Analice Fernandes – 125.116
Celino – 123.667
Mauro Bragato – 123.283
Carlos Bezerra Jr. – 107.837
Roberto Engler – 95.297
Célia Leão – 93.318
Celso Giglio – 91.289
Marcos Zerbini – 85.678
Roberto Massafera – 81.380
Helio Nishimoto – 78.906
Ary Fossen – 76.406
Carlão Pignatari – 70.337
Maria Lúcia Amary – 67.804
Cauê Macris – 66.412
Welson Gasparini – 62.679
Geraldo Vinholi – 62.580

Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)4 deputados

Campos Machado – 214.519
Coronel Edson Ferrarini – 90.446
Roque Barbiere (Roquinho) – 84.012
Heroilma Soares Tavares – 80.819

Partido dos Trabalhadores (PT)24 deputados

Edinho Silva – 184.397
Rui Falcão – 174.691
Enio Tatto – 161.170
Alencar – 154.272
Geraldo Cruz – 131.206
Carlos Grana – 126.973
Simão Pedro – 118.453
Ana Perugini – 115.342
João Paulo Rillo – 111.822
João Antonio – 110.684
Donisete Braga – 105.436
Luiz Moura – 104.705
Isac Reis – 100.638
Luiz Claudio Marcolino – 96.594
Antonio Mentor – 94.174
Telma de Souza – 90.361
Gerson Bittencourt – 89.920
Hamilton Pereira – 80.963
Ana do Carmo – 80.452
Marcos Martins – 80.131
Adriano Diogo – 77.924
Zico – 71.502
Marco Aurélio de Souza – 69.485
José Candido – 68.202

Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)4 deputados

Baleia Rossi – 176.787
Caruso – 94.894
Jooji Hato – 83.855
Itamar Borges – 79.195

Partido Verde (PV)9 deputados

Rita Passos – 154.351
Feliciano – 137.573
Giriboni – 93.123
Pastor Dilmo dos Santos – 90.909
Padre Afonso – 87.674
Reinaldo Alguz – 78.964
Chico Sardelli – 68. 721
Dr. Ulysses – 41.693
Regina Gonçalves – 37.618

Democratas (DEM)8 deputados

Gil Arantes – 145.128
André Soares – 136.919
Milton Leite Filho – 106.538
Edmir Chedid – 104.602
Estevam Galvao – 101.883
Aldo Demarchi – 86.672
Gilson de Souza – 77.664
Milton Vieira – 71.523

Partido Democrático Trabalhista (PDT)4 deputados

Major Olimpio – 135.409
Rafael Silva – 97.183
Rogério Nogueira – 86.985
Jose Bittencourt – 58.954

Partido Social Cristão (PSC) – 4 deputados

Rodrigo Moraes – 124.278
Pastor Carlos Cezar – 67.189
Adilson Rossi – 64.646
Marcos Neves – 54.759

Partido Popular Socialista (PPS)4 deputados

Alex Manente – 114.714
Roberto Morais – 107.145
Gondim – 104.663
Davi Zaia – 68.658

Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)1 deputado

Carlos Giannazi – 100.808

Partido Socialista Brasileiro (PSB)3 deputados

Vinicius Camarinha – 97.028
Ed Thomas – 57.853
Bolçone – 31.274 (menos votado)

Partido Republicano Brasileiro (PRB)2 deputados

Gilmaci Santos – 96.976
Sebastião Santos – 73.805

Partido da República (PR)1 deputado

André do Prado – 86.346

Partido Comunista do Brasil (PC do B)2 deputados

Leci Brandão – 86.298
Pedro Bigardi – 67.758

Partido Progressista (PP)1 deputado

Curiati – 57.727

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Tudo acaba em pizza

Por Priscila Pires

Você já deve ter ouvido a expressão do título alguma vez.  De acordo com o “Aventuras na história”

A expressão, (infelizmente) bastante usada hoje, significa que algum episódio que envolvia falcatrua terminou sem qualquer punição. Sua origem está relacionada à Sociedade Esportiva Palmeiras, clube paulistano criado por italianos – o antigo Palestra Itália –, e a um palmeirense, o jornalista esportivo Milton Peruzzi, morto em 2001. Na década de 60, uma crise envolvendo cartolas se instalou no Palmeiras. Os dirigentes começaram a discutir e assim ficaram por 14 horas (!), quando finalmente a fome apertou. Eles resolveram ir a uma pizzaria. Duas rodadas de chope, várias garrafas de vinho e 18 pizzas gigantes depois, a paz voltou a reinar. Milton Peruzzi, que trabalhava na Gazeta Esportiva, acompanhou tudo e ditou a manchete do jornal do dia seguinte: “Crise do Palmeiras termina em pizza”.

Ah… A pizza! Quando o chefe de cozinha Raffaele Esposito Brandi preparou essa receita pela primeira vez, talvez nem imaginasse o sucesso que faria além da Itália, muito menos além do continente. São Paulo é hoje uma das capitais da pizza: de acordo com a Associação Pizzarias Unidas, a cidade só perde para Nova Iorque em quantidade de pizzas consumidas (40 mil por hora! ).

Alguns mitos envolvem o surgimento da tradicional pizza napolitana, a Margherita. Tradicionalmente, conta-se que em 1889 a Rainha Margherita de Savoia solicitou ao grande Brandi uma receita barata e nutritiva para a população mais humilde. Com base em um disco de massa assada, Brandi adicionou mussarela, manjericão e tomate, ingredientes típicos da culinária italiana e que representam as cores da bandeira. O restaurante de Brandi existe até hoje em Nápoles.

Nápoles, Itália, 11 de junho de 2009: modelo vestida de rainha Margherita comemora os 120 anos da pizza (Foto: AFP)

A pizza chegou ao Brasil com os imigrantes italianos, mas sofreu algumas modificações ao longo dos anos. Na Itália, encontrei basicamente dois tipos de pizza, e o cardápio de sabores era limitado – diferente do que acontece aqui. O primeiro tipo, classifico como “borracha”, e pode ter formato “quadrado” ou “redondo”. É geralmente servido nas lanchonetes. O segundo tipo, o “delícia”, também tem subclasses: o delícia napolitana, ou seja, a-melhor-pizza-que-eu-encontrei, e o tipo delícia romana. A diferença entre elas é a espessura da massa: da primeira, mais grossa. Quanto aos sabores, vale ressaltar: o simples disco com molho já é um tipo de pizza, o Marinara (algumas pizzarias ofereciam também só o disco de massa). Margherita é um consenso, e vem com bastante molho. Não encontrei borda recheada ou pizzas doces.

Marinara: massa e molho de tomate

Para quem ainda não decidiu o que fazer no fim de semana, que tal uma pizza?

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“Un payaso lidera las encuestas para el congreso de Brasil”

SP em notícia pelo mundo
Por Nathan Lopes

Os resultados das pesquisas de intenção de voto para deputado federal no Brasil chegaram ao exterior. Agora todos sabem que “pior que tá não fica”. Nos últimos dias, a imprensa extrangeira também mostrou o perfil de Dilma Rousseff – ressaltando o período de guerrilha -, a compra da Vivo pela Telefonica e as quase três horas que o paulistano passa no trânsito.

Para conferir as matérias na íntegra, clique no nome do jornal, abaixo das manchetes.

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“Un payaso lidera las encuestas para el congreso de Brasil” (Um palhaço lidera as pesquisas para o congresso do Brasil)
El Tiempo (Colômbia) 24 de setembro de 2010 

A história de Tiririca começa a ganhar espaço no exterior. Para explicar o fenômeno que ele causa por aqui, o “El Tiempo” traduziu seus slogans. “Vote por ‘Tiririca’. Peor de lo que estamos no vamos a estar”. Se fosse candidato na Colômbia, o palhaço precisaria de novas rimas. Porque, desse jeito, não se elegeria. “¿Que qué hace un diputado federal? La verdad, no tengo idea, pero vote por mi y se lo cuento”. O jornal fala ainda da campanha pelo “voto sério” e cita o candidato ao governo estadual Paulo Skaf como um de seus seguidores. Também destaca os 50 membros da equipe de Tiririca que o acompanham pelos bairros populares de São Paulo “na esperança de conquistar o coração do eleitorado”. 

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“El regulador brasileño da luz verde a Telefónica para la compra de Vivo” (Regulador brasileiro dá sinal verde à Telefonica para a compra da Vivo)
El País (Espanha)24 de setembro de 2010

Através de informações da agência EFE, o jornal espanhol relata a venda da Vivo para a Telefonica, o que inclui uma condição para a empresa da Espanha: estipular metas para a expansão de seu serviço. A operadora de celular deverá chegar a 35 cidades até o final de 2011. Com o prazo de um ano a mais, ampliar a cobertura da tecnologia 3G em 85 municípios, sem contar os 2.832 previstos antes do negócio. A terceira condição é a que interessa para São Paulo. A Telefonica cederá sua rede de fibra óptica à educação pública para a conexão das universidades paulistas do sistema público. A operação custou 9,7 bilhões de dólares. 

 

“The former Marxist guerrilla who is set to become Brazil’s first woman president” (A ex-guerrilheira marxista prestes a ser tornar a primeira presidente do Brasil)
The Daily Telegraph (Inglaterra)18 de setembro de 2010

A matéria, de Harriet Alexander, destaca, abaixo do título, que a candidata à presidência Dilma Rousseff participou de uma organização guerrilheira que roubou 2,5 milhões de libras da poupança de um ex-governador de São Paulo. A fase em que participou da guerrilha é apresentada com ênfase no texto, dizendo que ela já foi chamada de “Joana D’arc da subversão”. Depois, o jornal continua mostrando um perfil daquela que pode ser a primeira mulher a assumir o comando da maior economia da América Latina. São Paulo aparece através das opiniões de pessoas na rua. O agente de viagem Araken de Carvalho disse que, no Brasil, as eleições são tratadas como samba. “Se ouvimos um bom, vamos com ele. Dilma é um samba muito bom”. Já o professor de fotografia Gabriel Malard opinou que Dilma não aparece carismática e agradável, além disso, que seu sucesso é devido inteiramente à Lula. “Mas vou continuar votando nela”. O destaque para os eleitores de São Paulo, “o brilhante coração do moderno e profissional Brasil”, normalmente não apóiam Lula. “As elites educadas são hesitantes em relação à sua política populista e ri de seu sotaque rural e inculto”, comenta o jornalista. Como contraponto, foi ouvida a opinião do ator Carlos Vereza. “Lula escolheu Dilma porque Dilma significa um terceiro mandato de Lula e a continuação de seu projeto populista-autoritarista”.

 

“Habitantes de São Paulo pierden 27 días del año en el tráfico vehícular” (Habitantes de São Paulo perdem 27 dias do ano no tráfego veicular)
El Tiempo (Colômbia) – 23 de setembro de 2010

 

O jornal comenta as duas horas e quarenta dois minutos gastas para locomoção na cidade. Ele também observa que, no Dia Mundial sem Carro, ocorrido um dia antes, São Paulo viveu um dia de caos habitual com avenidas e ruas engarrafadas. E apresenta, ainda, dados de uma pesquisa do IBOPE com a população. 68% das pessoas considerou mal ou péssimo o trânsito na cidade.

 

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A eleição nas calçadas

Por Nathan Lopes

As calçadas de São Paulo ganharam um elemento a mais no último mês. Não são as necessárias lixeiras, os desejados bancos nem gramados ou árvores. Aliás, ele está no lugar que seria destas – alguns biólogos, inclusive, acreditam que ambos pertençam à mesma família. Fica ali, na beirada do passeio público, bem na guia, quase dentro da rua. Dizem que seu nome científico é Propaganda politicalis, vulgarmente chamado pelas pessoas de “megasantinho”.

A cada dia que passa, sua quantidade pelas ruas da cidade vai aumentando. E a tendência, dizem os especialistas, é continuar assim até o início de outubro. Enquanto os números de espécimes crescem, os cientistas já fizeram estudos, através dos quais notaram que o Propaganda possui dois tipos.

Um apresenta duas placas retangulares de madeira fina. A base de cada forma um ângulo de exatos 67º com o chão; do outro lado do retângulo, acontece o encontro de uma placa com a outra. Sua nomenclatura é Propaganda politicalis trieretangulatri ou, para os populares, cavalete. Historicamente, foi o que surgiu primeiro.

O segundo tipo é mais solitário que o anterior. Trata-se, simplesmente, de um pedaço de papelão. Ele não segue uma forma específica. Pode apresentar curvas ou ter as laterais retas, lembrando o parente mais antigo. Para sua sustentação, há uma pequena estrutura de dobras, feitas do mesmo material, o qual não tem força para aguentar algumas rajadas de vento. Por esse motivo, em certas situações, pede-se o reforço que estiver mais próximo: de tijolos a, acreditem, sacos de lixo. Este é conhecido academicamente como Propaganda politicalis papelaum.

Apesar do formato, os dois trazem imagens semelhantes. A foto de uma pessoa, geralmente da altura do peito para cima, ao lado de números, tão grandes quanto a figura humana que os acompanha. Eles variam entre cinco e quatro dígitos e são escoltados pela expressão “deputado estadual”, no primeiro caso, e “deputado federal”, no segundo. Não tem sido muito comum, mas há registros de Propaganda que, em um único espaço, possui as duas características juntas, porém em tamanhos reduzidos.

A disposição deles pela cidade segue uma regra. Se a pessoa da fotografia é conhecida, fica em avenidas de grande circulação em toda cidade. Em São Paulo, estão na Sumaré, Rebouças, Paulista, entre outras. Caso a fama seja menor, apenas em âmbito regional, estará em vias importantes de zonas específicas da cidade, como Inajar de Souza e Marquês de São Vicente.

E, dependendo do poderio da pessoa na foto, o Propaganda pode ganhar galhos. São seres humanos que ficam a seu lado boa parte do dia oferecendo aquela imagem gigante em um tamanho de bolso, o santinho no formato convencional. Geralmente, ele vai logo parar no chão, deixando a calçada da cidade com um colorido diferente e indesejado. As pessoas-galho costumam ser eficientes ao fazer esse serviço, apesar de não aparentarem felicidade ao realizá-lo. De uma só vez, entregam três, quatro papéis. Não é por mal. Elas apenas estão pensando em sua família e amigos. Quando chegar em casa, você vai ter um santinho para cada um.

Assim, os candidatos tentam espalhar sua imagem e, principalmente, seu número pela cidade. Quem sabe um possível eleitor não se simpatiza apenas através da foto e decide lhe dar seu voto? Eles contam com isso. Aliás, exclusiva e unicamente com isso. E dessa maneira vão espalhando a Propaganda politicalis pelas ruas. Só cuidado para não trombar em uma delas enquanto estiver passando pela calçada.

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