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Gelo e a polêmica de Soninha em 140 caracteres

SP em 140 caracteres
Por Nathália Soriano

@rairaventurieri

Os pingos d’água caíam como tapas na minha cara. Me cegavam. Era São Paulo retribuindo o amor.     
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@SoninhaFrancine

Metrô de Spaulo tem problemas na proporção direta da proximidade com a eleição. Coincidência? #SABOTAGEM #valetudo #medo     
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@astridfontenell

ta chuvendo gelo em SP??! ai coitado do carro! alegria do martelinho de ouro!!     
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@Hamilton_K

Véspera de dia mundial sem carro em São Paulo: frio, chuva, enchente, pane no metrô. Tudo culpa da “oposição”   
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@themansfield

Datena:”Guarulhos ta parecendo Suiça” …Caro amigo presta atenção no que voce diz…Guraulhos parece a Suiça ??? anhhh, Hellooooooooooooo    
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@TiagoLeifert

E a cidade está… Normal (leia-se CAOS)     
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@rafinhabastos

Metereologistas anunciaram sol em SP… nevou. Uh! Quaaase, hein? Parabéns a todos os envolvidos.
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@andybizzo 

Lei Cidade Limpa em SP? Sei, e por que político pode? http://bit.ly/9zo8g6 Boa. 
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Agora, porta aberta

Por Nathan Lopes

Ontem, novamente, uma porta de trem praticamente deixou parte da cidade sem locomoção. Em maio, o problema foi uma ferramenta que impedia que a porta fosse aberta ao chegar na estação da CPTM, como está no texto “Porta fechada”. Agora, uma blusa – pelo menos, é o que se diz até o momento – fez o contrário da situação anterior: não deixou que a porta fosse fechada. Mas, dessa vez, as consequências foram bem maiores.

Enquanto a porta fechada causou a revolta apenas das pessoas que não conseguiram embarcar na estação, a porta aberta parou a linha vermelha do metrô de São Paulo no horário de pico da manhã. Ou seja, no período em que há maior quantidade de pessoas usando o transporte público, resultando em vagões lotados.

Nos relatos divulgados pela imprensa, os passageiros ficaram cerca de meia hora dentro das composições esperando que elas voltassem a andar. Alguns não aguentaram mais aguardar e saíram dos vagões, mesmo que para isso precisassem quebrar portas e vidros. Essa cena aconteceu principalmente nos novos trens do metrô, cujas janelas são vedadas por causa do ar-condicionado. Aliás, sem a energia, que foi desligada, não havia ventilação, deixando os passageiros sufocados e ainda mais irritados.

É uma cena para se imaginar. Uma pessoa encostada na outra sem o mínimo de espaço para fazer um movimento qualquer. Ela se controla, torcendo por chegar ao destino o mais rápido possível para se ver livre dessa situação. De repente, o metrô para. Ela, já desconfortável, se esforça para aguentar uns dois, três minutos naquela posição sem que o trem se mova. Mas se passam dez, quinze, vinte, trinta minutos e nada acontece. O calor aumenta, a insatisfação cresce, a impaciência sobe e a raiva explode. Assim como a porta e a janela do metrô.

Quando não deixaram a porta abrir, no episódio da CPTM, os passageiros buscavam conforto. Agora, quando a abrem, é para sair de um desconforto, que eles suportam diariamente para chegarem aonde querem. Mas, no momento em que isto não acontece, a atitude a ser tomada não teria como ser diferente dessa.

Parece que os comandantes do transporte em São Paulo não perceberam que comodidade é a palavra-chave na opinião dos passageiros. Se ela se atinge aumentando o número de linhas de ônibus, metrô e trem, ou ampliando o rodízio de carros, ou construindo ciclovias é uma questão para discussão. O importante é trabalhar para que os passageiros não deixem de passar pelos locais e comecem a morar neles. Aí até o termo “passageiro” precisaria ser mudado.

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Conhecendo Santiago pelo transporte

Por Nathan Lopes

O sistema de ônibus e metrô reflete o cotidiano da cidade

O horário de funcionamento do transporte de uma cidade é uma forma de conhecê-la. O metrô de Santiago, durante a semana, funciona das 6 às 23 horas. E ao longo de todo esse tempo ele está lotado. Pela manhã e no começo da noite é uma missão quase impossível embarcar. Parece que a população inteira levanta ao mesmo tempo e vai para casa descansar na mesma hora.

Um dos trens do metrô de Santiago

Um dos trens do metrô de Santiago

Santiago não é uma cidade de vida noturna. Mas nem por isso deixa de tê-la. Ela acontece no bairro Bellavista e na Avenida Manuel Montt. São bares, pubs, pizzarias, karaokês e discotecas. Encontrar pessoas nas ruas durante a madrugada é possível apenas nessas regiões. E, ainda assim, somente nas proximidades dos carretes, as baladas deles. Anda-se um e outro quarteirão mais distantes e logo se está em uma região erma.

A sensação desértica aumenta em quantidade expressiva aos domingos. Nada está aberto na cidade. O metrô, para se ter uma ideia, só abre às 8 horas. Os chilenos são muito religiosos e respeitam o primeiro dia da semana como o do descanso. Achar um lugar para almoçar, jantar, sair para conversar passa a ser uma aventura. É preciso desbravar Santiago. O domingo ganhou um apelido entre os jovens: fomingo. Fome, para eles, é “chato”. 

Os trens do metrô de Santiago usam pneus

Os trens do metrô de Santiago usam pneus

E mesmo aos domingos o metrô está cheio. A rede metroviária cobre grande parte da cidade e os trens tornaram-se o principal meio de locomoção na cidade.

A questão é que o horário de pico durante a semana é muito maior. Às 20 horas ainda há dificuldade para embarcar. Para ajudar, os trens deles não são tão rápidos como os de São Paulo. A velocidade do metrô de Santiago equipara-se à da nossa CPTM, inclusive na qualidade e espaço das composições. Se aqui a recomendação é ir para o corredor, lá este praticamente não existe. Por outro lado, os vagões são interligados, o que facilita um mínimo que seja de dispersão. 

Do metrô também dá para ver a onipresente cordilheira

Do metrô também dá para ver a onipresente cordilheira

Se embaixo da terra a situação não é boa, por cima tudo parece mais tranquilo. Congestionamentos, se ocorrem, são consequência de algum acidente. Também não se vê nenhum ônibus fantasiado de lata de sardinha. Sobre estes, cabe um aviso. Os “bus” só aceitam BIP, uma espécie de Bilhete Único, mas que não tem a mesma função. Ele funciona como um cartão de crédito, tirando o dinheiro de dentro dos veículos e diminuindo os roubos. Os ônibus não têm cobrador nem catraca, apenas um aparelho em que se passa o BIP. 

O metrô de Santiago acaba servindo para as locomoções mais longas e distantes enquanto os outros veículos, para deslocamentos mais curtos. Com o transporte fluindo bem – apesar da lotação, no caso do metrô -, a capital chilena consegue ir para onde quer sem perder tempo no trânsito. E descansar bem aos fomingos, digo, domingos.

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Copa em São Paulo: rixa, discussões e indefinição

Por Nathan Lopes

Pouco mais de duas semanas para a Copa do Mundo na África do Sul e aqui no Brasil a discussão continua. Na verdade, as discussões continuam. Uma é tradicional: a sobre os vinte e três convocados para a seleção. Esta geralmente rende uma série de comentários negativos para o técnico. Hoje, Dunga sofre uma tempestade de ofensas. Há oito anos, Felipão suportou uma chuva moderada e foi campeão da competição. Entre os dois, Carlos Alberto Parreira convocou os “melhores”, na visão da crítica futebolística. Caiu nas quartas-de-final. Bem, mas este blog chama-se “EspelhoSP” e o que interessa é a outra discussão: os estádios para a Copa no Brasil, mais especificamente o paulista. Afinal, assim que a final do dia 11 de julho acabar, vai começar a contagem regressiva para a próxima edição, daqui a quatro anos.

Vista aérea do Morumbi - Reprodução do Wikipédia

Em São Paulo, não parecia haver dúvida de que o Morumbi seria o local das partidas. Porém, sempre surge uma notícia aqui, outra lá. A última apareceu ontem, no Blog do Juca Kfouri. “Confirmado: Piritubão abrirá a Copa” era o título de seu texto. O estádio, que até apelido já tem, possuiria não somente um campo de futebol, mas um centro de convenções e um parque de exposições, além de poder ser utilizado para shows e outros eventos. Fica difícil entender o porquê da decisão por construir mais essa arena, sendo que a cidade conta, além do Morumbi, com o Palestra Itália, o Canindé, o Pacaembu, além de outras menores, como os estádios do Ibirapuera e da Rua Javari. Eles já atendem a demanda de jogos de futebol na capital paulista.

A compreensão fica mais complicada quando se lembra que o Palestra acabou de ser fechado para reformas. Até 2012, será transformado em uma arena multiuso com capacidade para 45 mil torcedores, a mesma do Piritubão. Por qual motivo construir um estádio sendo que um, com características idênticas, já está sendo feito? Outra: Pirituba possui uma estação de trem da CPTM, um transporte de trilhos não tão rápido quanto o metrô, que serve a arena palmeirense. No caso desta, apenas precisariam ser feitos alguns ajustes em seu entorno para melhorar a infra-estrutura, enquanto Pirituba teria de ganhar um volume maior de investimentos e não receberia uma estação de metrô por falta de tempo hábil para a construção.

Aliás, este é o ponto em que se tem certeza de o Morumbi ser o escolhido. Está prevista para 2012 a inauguração de uma estação do metrô nas proximidades do estádio, a qual foi projetada justamente para atender seu público. Todo um planejamento para os jogos da Copa em São Paulo, por mais débil que tenha sido, foi feito em torno da arena são-paulina. Além disso, o estádio pode receber mais de 65 mil pessoas, estará localizado próximo do International Broadcasting Center (IBC) – se nada mudar até lá – e sua região passará por reformas visando melhor atender os torcedores, como a criação de bolsões de estacionamento.

Comenta-se que a polêmica sobre o estádio da capital paulista na Copa do Mundo só acontece por causa de uma rixa entre o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio. Teixeira, diga-se de passagem, também preside o comitê organizador da competição e é o defensor do Piritubão. Os dois divergiram quanto ao candidato na última eleição para a presidência do Clube dos 13, que representa os times de futebol do país. Uma posição política criou essa situação. O que era certo passou a ser duvidoso. E essa dúvida pode representar alguns milhões a mais no final da conta, caso seja levada adiante. Nessa história, parecem ter esquecido de ver o que é melhor para a cidade, a qual perde um precioso tempo em discussões ao invés de se preparar para o evento.

E qual é a sua opinião sobre o estádio de São Paulo na Copa do Mundo de 2014? Participe da enquete.

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