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Paulistano Vik Muniz coloca o lixo como “ingrediente criativo”

SP em notícia pelo mundo
Por Nathan Lopes

“Artist reclaims refuse, puts scrappy in forefront” (Artista recupera-se de recusa e coloca sucata na vanguarda)
The Vancouver Sun (Canadá)26 de novembro de 2010

“‘Reduza, reuse, recicle’ tornou-se um mantra da cultura-pop”, diz Katherine Monk, do “The Vancouver Sun”. Ele foi criado por Vik Muniz, uma “criança” de São Paulo, Brasil, que acabou tornando-se um fotógrafo de grande arte. “Muniz faz centenas de dólares através de seu trabalho conceitual, que, essencialmente, recria uma imagem fotográfica com elementos orgânicos, os quais são refotografados para criar uma peça híbrida”.

Segundo a articulista, Vik Muniz sempre quis achar um projeto que refletisse o lugar de onde veio assim como aquele no qual chegou. “Quando percebeu que a maior quantidade de lixo despejado no mundo estava a algumas milhas de sua cidade-natal, ele notou que seria o palco perfeito não só os destinatários do lixo humano, mas as pessoas que vivem revirando lixo e como elas próprias tornaram-se extensões dele”. “O que ele extrai da massa fétida, colorida e amorfa é inspirador”, analisa Katherine.

A matéria-prima do artista está no Jardim Gramacho, o maior lixão do mundo, localizado na cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Com ela, Muniz recria imagens clássicas da arte, como “A morte de Marat”, de Jean-François Millet.

Vik Muniz apresenta o ser humano como uma peça de arte e o lixo como um ingrediente do renascimento criativo.

“Através do ato de criação artística, Muniz recupera-se não apenas da recusa física, mas também do fato de os seres humanos serem colocados no topo da pilha de lixo da sociedade”, opina Katherine Monk.

O texto do “The Vancouver Sun” foi feito com base no registro do documentário “Waste Land”, de Lucy Walker.

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Paulista debaixo de chuva até domingo

Por Nathan Lopes

No próximo domingo, dia 19, o Centro Cultural São Paulo finaliza a exposição “E.co – Coletivos Fotográficos Latino-Americanos e Europeus”. Um desses grupos é a Cia. de Foto, de São Paulo. O trabalho exposto por ele são imagens da Avenida Paulista em dia de chuva durante o verão. Nessa época do ano, tempestades são comuns na capital, em contraste com o que acontece agora, quando pouco chove.

Foto: Cia. de Foto

Foto: Cia. de Foto

Na apresentação da seção da Cia. de Foto na “E.co”, fala-se sobre os 40 dias de chuva que assolaram São Paulo no início de 2010. Dá-se destaque inclusive, no texto, ao Jardim Romano, eleito pela mídia, como lá aparece escrito, o símbolo do período de enchentes.

As fotos da exposição não estão disponíveis na página da Cia. de Foto na internet, mas há outras, também da região da Paulista, em um corriqueiro dia comum. Algumas delas estão espalhadas por aqui. No site, vá até “stories” e, assim que aparecer uma aba, clique em “Av.”.  Também há imagens interessantes sobre a cidade no blog da Cia. de Foto.

Foto: Cia. de Foto

Foto: Cia. de Foto

Foto: Cia. de Foto

Foto: Cia. de Foto

O Centro Cultural São Paulo fica na Rua Vergueiro, 1000, próximo à estação Vergueiro do metrô. A entrada é gratuita. Nestes últimos dias, a exposição está aberta ao público das 10h às 18h.

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