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2011 já começou para o “EspelhoSP”

Por Equipe

O EspelhoSP entra em 2011 agradecendo as mais de 7.700 visitas nesses dez meses de existência. Esta que começou de maneira um tanto forçada, como uma obrigação de uma matéria da faculdade de Jornalismo frequentada pelos integrantes deste blog. Mas, com o passar do tempo, começamos a gostar cada vez mais de escrever neste espaço, criado por nós mesmos. E, mais ainda, de saber que tanta gente também gostou das novidades, dicas, visões, informações colocadas aqui.

Também aproveitamos para relembrar e descansar de São Paulo. Soubemos o que se fala sobre este estado na rede social mais movimentada do momento, o Twitter. Assim como o que aparece nos veículos de comunicação do exterior. Além disso, conhecemos novos lugares para passear.

E é neste ritmo que 2011 começa para o EspelhoSP. Já a partir de segunda, uma série de reportagens sobre feiras que acontecem nos finais de semana paulistanos. Tem mais: perfis que possuem uma forte relação com a cidade e o estado.

Mas o que nós queremos mesmo, além de agradecer a você pela visita, participação e divulgação do EspelhoSP, é desejar um excelente 2011 e que nós nos encontremos por aqui durante todo o ano. E também por São Paulo.

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Candidatos ao Senado por SP

Por Nathan Lopes

Nesta eleição, cada estado poderá escolher dois senadores. São Paulo tem 15 opções e elas foram listadas abaixo, em ordem alfabética, pelo EspelhoSP.

Afonso Teixeira (PCO – 290)
Sem coligação

-> não há informações sobre cargos políticos do candidato no site do partido.

Tradutor, intérprete e filólogo, é candidato também a vice-governador de São Paulo na chapa de Anaí Caproni.

Suplentes: Osmar Brito, bancário e economiário, e Nilson Ferreira, mecânico de manutenção.

Alexandre Serpa (PSB – 400)
Coligação “Preste Atenção São Paulo” (PSB / PSL)

-> nunca se elegeu.

Em seu site, é apresentado como alguém que “começou cedo trabalhando de forma com entidades de classe, tendo papel de destaque em instituições como GENESE, Associação dos Economistas de Campinas, CIESP, FIESP. Esse trabalho culminou na ideia de trabalhar para melhorar a qualidade de vida das pessoas do Estado de São Paulo”.

Suplentes: Edilberto de Paula Ribeiro, empresário, e Wagner Belucci, comerciante.

Aloysio Nunes (PSBD – 451)
Coligação “Unidos Por São Paulo” (PMDB / PSC / PPS / DEM / PHS / PMN / PSDB)

-> duas vezes deputado estadual.

 Biografia no site: “O sentimento de liberdade, muito presente na vida de Aloysio, fez com que a militância pela democracia e restauração das liberdades individuais fosse um caminho natural. A ditadura militar era uma agressão àquele jovem estudante. Militou na Aliança Libertadora Nacional (ALN) e se filiou ao Partido Comunista Brasileiro em 1965 (PCB), ainda na época em que era estudante de Direito”. 

Suplentes: Sidney Beraldo, empresário, e Gilberto Nascimento, advogado.

Ana Luiza (PSTU- 160)
Sem coligação

-> nunca se elegeu.

Ela é descrita, em seu site, como “uma das principais dirigentes do funcionalismo público, em particular junto aos trabalhadores do judiciário federal. Atuante defensora dos servidores, Ana Luiza esteve à frente dos grandes embates dos servidores públicos com a política dos governos federal e estadual em precarizar o serviço público”.

Suplentes: Joel Paradella, servidor público municipal, e Paula Pascarelli, professora do Ensino Médio.

Antonio Mazzeo (PCB – 211)
Sem coligação

 -> não há informações sobre cargos políticos do candidato no site do partido.

Mazzeo é professor de Ensino Superior. 

Suplentes: Clóvis Berti, professor de Ensino Fundamental, e Manoel Messias, professor de Ensino Médio.

Ciro Moura (PTC – 360)
Coligação “Em Defesa Do Cidadão” (PP / PTC)

-> não há informações sobre cargos políticos nem site do candidato.

Ciro Moura é administrador.

Suplentes: Souza Costa, instrutor de formação profissional, e Luiz Pizzolato, ocupação não divulgada.

Dirceu Travesso (PSTU – 161)
Sem coligação

-> nunca se elegeu. 

“Além de lutar pelas conquistas da sua categoria e do conjunto dos trabalhadores do país, Dirceu Travesso sempre teve especial empenho nas lutas contra todas as formas de opressão e exploração sobre os trabalhadores em todo mundo”. Assim ele é descrito em seu site. Seus suplentes são os mesmos de Ana Luiza.

Suplentes: Joel Paradella, servidor público municipal, e Paula Pascarelli, professora do Ensino Médio.

Ernesto Pichler (PCB – 212)
Sem coligação

-> não há informações sobre cargos políticos do candidato no site do partido.

Pichler é engenheiro.

Suplentes: Renato Nucci, agente administrativo, e Luiz da Padaria, comerciante.

José de Paula Neto “Netinho” (PCdoB – 650)
Coligação “União Para Mudar” (PRB / PDT / PT / PTN / PR / PSDC / PRTB / PRP / PC do B / PT do B)

-> vereador.

Segundo seu site, “Netinho iniciou sua vida política como o terceiro vereador mais votado na cidade de São Paulo nas eleições de 2008, com mais de 84 mil votos, o que provou a simpatia e a confiança que a população paulistana tem nele”.

Suplentes: Ricardo Zarattini, aposentado, e Matilde Ribeiro, sem ocupação relatada ao TRE-SP.

Marcelo Henrique (PSOL – 500)
Sem coligação

-> nunca se elegeu.

Em seu site, ele aparece como “um companheiro que se destaca por suas iniciativas na luta permanente pelos interesses da coletividade. Desde 2000, dedica-se ao Movimento das Associações de Moradores de São José do Rio Preto, tendo presidido o Fórum das Associações de Moradores de Bairros de São José do Rio Preto – entidade que congregou mais de 100 associações de bairros – por duas vezes”.

Suplentes: Celso Lavorato, bancário e economiário, e Devanir Morari, advogado.

Marta Suplicy (PT – 133)
Coligação “União Para Mudar” (PRB / PDT / PT / PTN / PR / PSDC / PRTB / PRP / PC do B / PT do B)

-> deputada federal e prefeita.

“Marta ficou popular na década de 80, quando apresentava um quadro sobre comportamento sexual no programa TV Mulher, primeiramente na Rede Globo; depois na TV Manchete. Tem nove livros editados e foi colunista dos jornais Folha de S. Paulo e O Dia e das revistas Cláudia e Vogue”, apresenta seu site.

Suplentes: Antonio Carlos Rodrigues, vereador, e Paulo Frateschi, professor de Ensino Médio.

Moacyr Franco (PSL – 177)
Coligação “Preste Atenção São Paulo” (PSB / PSL)

-> nunca se elegeu.

Moacyr Franco é músico e humorista.

Suplentes: Marquinho Souza, comerciante, e Reinaldo Milan, servidor público municipal.

Ricardo Young (PV – 430)
Sem coligação

-> nunca se elegeu.

Diz seu site: “Ricardo sonha com uma sociedade de pessoas felizes, com qualidade de vida. Seu lema de vida é: Paz, Alegria e Serenidade. Praticante da filosofia de não violência de Ghandi, Ricardo crê que somente pela paz se alcança a evolução. Também acredita que quando as pessoas estão bem e felizes, elas estão na sua expressão máxima de inteligência, afetividade e criatividade. Já a serenidade traz paz interna”.

Suplentes: Marco Mroz, sem ocupação relatada ao TRE-SP, Mara Prado, comunicóloga.

Romeu Tuma (PTB – 141)
Sem coligação

-> senador.

“Quando ainda pertencia ao PFL, apresentou o relatório que resultou na expulsão do então Deputado Federal Hildebrando Pascoal devido aos crimes descobertos pela CPI do Narcotráfico. Emitiu parecerpela expulsão do então Deputado Estadual Carlos Gratz por envolvimento com o crime organizado no Estado do Espírito Santo”, é o que apresenta seu site.

Suplentes: Antonio Carbonari, empresário, e Murilo Campos, engenheiro.

Sergio Redó (PP – 111)
Coligação “Em Defesa Do Cidadão” (PP / PTC)

-> nunca foi eleito.

Por seu site, Redó “é consultor jurídico na área de planejamento estratégico, com especialização em administração de conflitos, é Escritor, Professor Universitário e conferencista, Presidente da Associação Paulista de Imprensa “Casa do Jornalista” Fundada em 1 de maio de 1933, Vice Presidente da ACRIMESP – Associação dos Criminalistas do Estado de São Paulo”.

Suplentes: Luis Reis, administrador, e Luiz Carlos Grecco, aposentado.

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“Nós não somos insensíveis”

O promotor Francisco Cembranelli valida a cobertura midiática em situações que chocam a opinião pública e confessa o seu envolvimento emocional nos casos em que atua

Por José Roberto Gomes Júnior, Priscila Pires e Raphael Scire

A morte da menina Isabella Nardoni, em março de 2008, abalou o País e gerou uma onda de informações e conteúdos por parte da mídia. Passados dois anos do incidente, os meios de comunicação novamente bombardearam o público com notícias, só que desta vez sobre o julgamento dos acusados de cometerem o crime, o pai Alexandre Nardoni e a madrasta Ana Carolina Jatobá, considerados culpados pelo Júri.

Foi exatamente por causa disso que o nome de Francisco José Taddei Cembranelli, 49 anos, ficou conhecido nacional e internacionalmente. A atuação do Promotor de Justiça no caso foi ao encontro do anseio público, de modo que o resultado do julgamento veio a impulsionar sua carreira e significou a apoteose do caminho profissional.

“Sou vítima da violência da mesma forma como qualquer ser humano”

Mesmo durante o curso do julgamento do Caso Isabella, Cembranelli não abandonou os demais casos em que trabalhava. “Nunca me afastei das minhas outras funções. Sempre fiz Júri, mesmo durante os momentos mais críticos do Caso Isabella”. Reconhece, entretanto, que teve a rotina alterada, em parte por conta do assédio da imprensa, ávida por novas informações a respeito das investigações.

“Se disser que tratei do Caso Isabella e que ele representa para mim exatamente a mesma coisa que qualquer outro caso, estaria mentido. Houve uma dedicação extrema, que costumo dispensar aos casos que passam por mim

Ele admite que até os profissionais do Direito são sensibilizados em julgamentos como esse. “Antes de ser promotor, sou cidadão, sou pai de família. Sou vítima da violência da mesma forma como qualquer ser humano.”

“Respeito profundamente o trabalho da imprensa, entendo que ela deve exercer esse papel de informar”

Em relação à aplicação da lei, Cembranelli é claro em suas opiniões: “Não podemos estabelecer essa visão maniqueísta de que só os bons merecem a aplicação dos direitos”. Ele afirma, também, que precisa haver uma discussão mais aprimorada acerca dos direitos sociais no Brasil e que se faz necessária uma atuação conjunta entre Governo e ONG´s para que o país assuma uma posição de primeiro mundo no que diz respeito aos direitos humanos.

Na semana que vem, o EspelhoSP publica a íntegra da entrevista com o promotor Francisco Cembranelli.

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Candidatos ao governo de SP

Por Nathan Lopes

No próximo dia 3 de outubro acontece o primeiro turno das eleições 2010. O EspelhoSP apresenta dados dos candidatos que concorrem ao governo do estado de São Paulo. Os nove concorrentes estão, na lista abaixo, em ordem alfabética.

Aloizio Mercadante (PT – 13)
Coligação “União Para Mudar” (PRB / PDT / PT / PTN / PR / PSDC / PRTB / PRP / PC do B / PT do B)

–> duas vezes deputado federal e senador.

Em seu site oficial, ele é apresentado como “economista de profissão, marido de Maria Regina, pai de Mariana e Pedro, nascido em Santos em 13 de maio de 1954, político de coração, caminho que começou a trilhar nos anos 80 até se tornar um dos nomes mais respeitados do país”.

Vice: Coca Ferraz (PDT), professor do Ensino Superior.

Anaí Caproni (PCO – 29)
Sem coligação

–> nunca se elegeu. (Ainda aparece como candidata à prefeitura de São Paulo em sua página no site do PCO).

No site, o histórico diz que ela “se formou técnica em eletrônica na E.T.E Lauro Gomes, escola técnica profissionalizante que era mantida pelas montadoras do ABC. Atualmente, está cursando a faculdade de Direito no Largo São Francisco, curso este que, nas próprias palavras da candidata, ‘é importante para quem tem uma atividade política intensa’”.

Vice: Afonso Teixeira (PCO), tradutor, intérprete e filólogo.

Celso Russomano (PP – 11)
Coligação “Em Defesa Do Cidadão” (PP / PTC)

–> quatro vezes deputado federal.

Apresenta-se, em seu site, como “autor e relator de vários Projetos e Leis que alteram o Código de Defesa do Consumidor e a Legislação correlata. Foi Membro da Comissão do Código Brasileiro de Trânsito, do Novo Código Civil, do Estatuto do Idoso, relator do Estatuto do Torcedor, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, da lei que institui Assinatura Digital, entre dezenas de outras”.

Vice: Silvio Seixas (PP), advogado.

Fábio Feldmann (PV – 43)
Sem coligação

–> três vezes deputado federal.

“Advogado, administrador, parlamentar constituinte, pai de três filhos, militante em defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável desde os anos 70 e agora candidato ao governo do Estado de São Paulo”, é o que afirma, em seu site, o candidato.

Vice: Rogério Menezes (PV), professor do Ensino Superior.

Geraldo Alckmin (PSDB – 45)
Coligação “Unidos Por São Paulo” (PMDB / PSC / PPS / DEM / PHS / PMN / PSDB)

–> vereador, prefeito, deputado estadual e deputado federal duas vezes, vice-governador, governador e secretário de Desenvolvimento de São Paulo.

O perfil, apresentado em seu site, é o seguinte: “Nasceu em Pindamonhangaba em 7 de novembro de 1952. Sempre estudou em escola pública, como tantas outras crianças do Brasil. Aos 19 anos, iniciou sua carreira na vida pública como vereador mais votado da cidade. Na época, cursava o primeiro ano de Medicina e dava aulas particulares para pagar a faculdade”.

Vice: Afif Domingos (DEM), administrador.

Igor Grabois (PCB – 21)
Sem coligação

–> nunca se elegeu.

O candidato possui apenas um canal de acesso público na internet, seu twitter.

Vice: Wagner Farias (PCB), servidor público municipal.

Mancha [Luiz Carlos Prates] (PSTU – 16)
Sem coligação

–> nunca se elegeu.

Sua biografia está indisponível em seu site.

Vice: Eliana Ferreira (PSTU), advogada.

Paulo Bufalo (PSOL – 50)
Sem coligação

–> duas vezes vereador.

Em seu site, apresenta-se como “engenheiro e professor de escola técnica pública do Centro Paula Souza e mestre em educação pela Unicamp. Como professor desde 1994, foi diretor de base e regional do sindicato da categoria, o Sinteps. Em 2000 atuou de forma intensa na construção da greve por melhores salários e de resistência ao sucateamento das escolas técnicas de São Paulo”.

Vice: Aldo Santos (PSOL), servidor público estadual.

Paulo Skaf (PSB – 40)
Coligação “Preste Atenção São Paulo” (PSB / PSL)

–> nunca se elegeu. 

Seu perfil, presente em seu site, apresenta trechos de sua vida ditos pelo próprio candidato. “Da minha infância, guardo na memória uma lembrança especial – as palavras que meu pai costumava repetir: ‘Filho, nunca se esqueça, as pessoas não são obrigadas a tratar, mas são obrigadas a cumprir tudo aquilo que tratam’. Isso nunca saiu da minha cabeça”.

Vice: Marianne Pinotti (PSB), médica.

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O 7 de setembro em São Paulo

Por Nathan Lopes

Em São Paulo, no dia sete de setembro de 1822, o Brasil conheceu sua independência através do grito de D. Pedro no Ipiranga. Hoje é sete de setembro e a data costuma ser comemorada com desfiles cívicos no sambódromo do Anhembi, local que, como o próprio nome diz, recebe o samba paulistano todos os anos. Para quem não faz ideia do que acontece neste data na zona norte da cidade, o EspelhoSP indica dois vídeos do YouTube com trechos da festividade. Confira abaixo.

Sim, o Anhembi não tem nada a ver com o Ipiranga, o local do acontecimento histórico. Por isso, o EspelhoSP também mostra um vídeo que apresenta o cenário do grito da independência como está hoje.

De tudo isso, uma certeza: D. Pedro não reconheceria o ambiente em que foi protagonista de uma das passagens mais importantes da história do Brasil. O rio, em cuja beira ele esteve, hoje está praticamente todo canalizado. Uma das peças mais importantes do cenário corre dentro de canos. É por lá que passam as margens plácidas.

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Pacaembu como opção para a Copa-14

[Sobre a notícia da escolha do estádio, leia a NOTA no final do texto]

Por Nathan Lopes 

No final de maio, começou a polêmica de que o Morumbi não receberia os jogos do Mundial de futebol em 2014. Cheguei a comentar o assunto em “Copa em São Paulo: rixa, discussões e indefinição”. Já que o estádio são-paulino não seria utilizado, coloquei no ar uma enquete com quatro possibilidades: o reformado Palestra Itália, um possível Piritubão, o irreal Parque São Jorge e o próprio Morumbi. Em nenhum momento lembrei do Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. 

Motivos sobravam. Sua estrutura é antiga e defasada, está localizado em uma região com trânsito de veículos pesado e complicado, além de faltarem os requisitos pedidos pela Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) para receber a abertura da competição. Não haveria lógica usar um estádio da metade inicial do século XX quase cem anos depois que mantinha as condições básicas daquela época. 

Contudo, recentemente, justamente por causa da rixa, das discussões e da indefinição, levantou-se a possibilidade de usar o Pacaembu como sede do estado na Copa. Para isso, haveria uma completa reforma interna, mantendo a fachada, que é tombada pelo patrimônio histórico. E não seria apenas isso. Planeja-se uma mudança nas cercanias do estádio. Quem já o frequentou, sabe que espaço não falta à frente de sua entrada principal. Agora, nas laterais, os milhares de torcedores têm uma calçada de pouco mais de um metro de largura para circular. Além disso, possuem a companhia da grande quantidade de carros que seguem para Avenida Doutor Arnaldo, de um lado, ou para a Pacaembu, do outro. Comentários apontam que essas duas vias passariam a ser subterrâneas (de uma forma que não imagino como) para a construção, no lugar, de um calçadão. 

Especulações à parte, me agradou a ideia de o Pacaembu sediar os jogos paulistas. Esse é um estádio diferenciado. Não digo isso por ter uma infra-estrutura que, em comparação com os outros, atende razoavelmente bem o torcedor. Digo pelo ato de se assistir a um jogo de futebol. Em dezembro, a seleção feminina participava do Torneio Internacional Cidade de São Paulo. As arquibancadas estavam praticamente tomadas; quase não havia espaço. Toda vez que Marta, Cristiane, Érika, Maurine e companhia faziam uma jogada de efeito (algo comum nesse time), o som de contentamento que a torcida soltava traduzia a alegria e o prazer por ver aquilo. A intensidade dessa sensação potencializava-se no coro de “Brasil”. Além da vibração da torcida, todo esse cenário tem uma causa: a engenharia do estádio. Seu formato propicia uma acústica que eleva o grau de participação da torcida na partida. A emoção de torcer fica dentro dos limites do estádio e não se perde para fora, como no Morumbi. A imagem para isso seria um clichê: o caldeirão. Em uma jogada de perigo, todos se levantam e fazem “uuhhhhhh!” quando a bola passa longe da meta. Após cada apito final, surge a vontade de voltar para ver um novo jogo. E, sendo o Pacaembu o local da abertura, o espetáculo poderia se repetir, agora com a seleção masculina. 

Afora isso, não se teria por que enfrentar um ambiente com uma canaleta gigante tendo alguns buracos para escoamento que chamam de “banheiro”. Ou tentar comprar alimentos e bebidas em uma espécie de presídio, ao qual dão o nome de “lanchonete”. Ou, ainda, esforçar-se para subir as montanhas de tijolos, uma mais alta que a outra, cuja denominação é “escada”. 

Apesar de ninguém confirmar, tenho a sensação de que o Pacaembu será mesmo o estádio de São Paulo na Copa do Mundo de 2014. Comecei a pensar assim depois do treinamento de segurança da Polícia Militar lá esta semana [veja em matéria do SPTV]. Também porque, se não houver investimento privado na construção de uma nova arena, os governos estadual e municipal irão arcar com as obras; lembrando que o estádio pertence a este último. Seja qual for o motivo dessa possível escolha, acredito que ela será boa. Isto se reformas – essenciais há muito tempo – forem feitas.

[NOTA: Este texto foi escrito antes da informação sobre o futuro estádio do Corinthians em Itaquera ter sido escolhido, na última sexta, como sede de São Paulo para o Mundial. Pelo histórico de problemas na decisão pelo local dos jogos, decidi manter o texto; até como sugestão caso algo aconteça. E eu, como corintiano, já ouvi muitas vezes essa história de estádio. Sempre que o assunto ressurge, fica difícil acreditar.]

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Copa em São Paulo: rixa, discussões e indefinição

Por Nathan Lopes

Pouco mais de duas semanas para a Copa do Mundo na África do Sul e aqui no Brasil a discussão continua. Na verdade, as discussões continuam. Uma é tradicional: a sobre os vinte e três convocados para a seleção. Esta geralmente rende uma série de comentários negativos para o técnico. Hoje, Dunga sofre uma tempestade de ofensas. Há oito anos, Felipão suportou uma chuva moderada e foi campeão da competição. Entre os dois, Carlos Alberto Parreira convocou os “melhores”, na visão da crítica futebolística. Caiu nas quartas-de-final. Bem, mas este blog chama-se “EspelhoSP” e o que interessa é a outra discussão: os estádios para a Copa no Brasil, mais especificamente o paulista. Afinal, assim que a final do dia 11 de julho acabar, vai começar a contagem regressiva para a próxima edição, daqui a quatro anos.

Vista aérea do Morumbi - Reprodução do Wikipédia

Em São Paulo, não parecia haver dúvida de que o Morumbi seria o local das partidas. Porém, sempre surge uma notícia aqui, outra lá. A última apareceu ontem, no Blog do Juca Kfouri. “Confirmado: Piritubão abrirá a Copa” era o título de seu texto. O estádio, que até apelido já tem, possuiria não somente um campo de futebol, mas um centro de convenções e um parque de exposições, além de poder ser utilizado para shows e outros eventos. Fica difícil entender o porquê da decisão por construir mais essa arena, sendo que a cidade conta, além do Morumbi, com o Palestra Itália, o Canindé, o Pacaembu, além de outras menores, como os estádios do Ibirapuera e da Rua Javari. Eles já atendem a demanda de jogos de futebol na capital paulista.

A compreensão fica mais complicada quando se lembra que o Palestra acabou de ser fechado para reformas. Até 2012, será transformado em uma arena multiuso com capacidade para 45 mil torcedores, a mesma do Piritubão. Por qual motivo construir um estádio sendo que um, com características idênticas, já está sendo feito? Outra: Pirituba possui uma estação de trem da CPTM, um transporte de trilhos não tão rápido quanto o metrô, que serve a arena palmeirense. No caso desta, apenas precisariam ser feitos alguns ajustes em seu entorno para melhorar a infra-estrutura, enquanto Pirituba teria de ganhar um volume maior de investimentos e não receberia uma estação de metrô por falta de tempo hábil para a construção.

Aliás, este é o ponto em que se tem certeza de o Morumbi ser o escolhido. Está prevista para 2012 a inauguração de uma estação do metrô nas proximidades do estádio, a qual foi projetada justamente para atender seu público. Todo um planejamento para os jogos da Copa em São Paulo, por mais débil que tenha sido, foi feito em torno da arena são-paulina. Além disso, o estádio pode receber mais de 65 mil pessoas, estará localizado próximo do International Broadcasting Center (IBC) – se nada mudar até lá – e sua região passará por reformas visando melhor atender os torcedores, como a criação de bolsões de estacionamento.

Comenta-se que a polêmica sobre o estádio da capital paulista na Copa do Mundo só acontece por causa de uma rixa entre o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio. Teixeira, diga-se de passagem, também preside o comitê organizador da competição e é o defensor do Piritubão. Os dois divergiram quanto ao candidato na última eleição para a presidência do Clube dos 13, que representa os times de futebol do país. Uma posição política criou essa situação. O que era certo passou a ser duvidoso. E essa dúvida pode representar alguns milhões a mais no final da conta, caso seja levada adiante. Nessa história, parecem ter esquecido de ver o que é melhor para a cidade, a qual perde um precioso tempo em discussões ao invés de se preparar para o evento.

E qual é a sua opinião sobre o estádio de São Paulo na Copa do Mundo de 2014? Participe da enquete.

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