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Ofensas contra nordestinos no Twitter chegou ao exterior

SP em notícia pelo mundo
Por Nathan Lopes

Na semana passada, a notícia que mais se repetiu no exterior referia-se às mensagens no Twitter após a vitória de Dilma Rousseff. A presidente eleita também aparece em matéria sobre denúncia do Ministério Público paulista contra quatro torturadores. Ainda tem a bactéria que mata e o Brasil começa a combater e a Telefonica, que não quer mais comprar outras empresas.

Brazil Prosecutor Wants Probe of Twitter “Hate” Messages (Procuradora brasileira quer inquérito das mensagens de “ódio” no Twitter)
Fox News (Estados Unidos)4 de novembro de 2010

A matéria do canal de televisão estadunidense comenta as ofensas feitas no Twitter após a vitória de Dilma Rousseff. A promotora Janice Ascari quer que a estagiária de Direito Mayara Petruso e outros sejam investigados por incitar o preconceito e a discriminação contra os “nordestinos empobrecidos do Brasil” através de mensagens na rede social. Elas “constituem uma forma de crime de ódio porque promovem a discriminação e o preconceito, além de estimular o assassinato de um grupo específico de pessoas”, disse a promotora. Ela ainda lembrou que, a partir da mensagem da estagiária, uma série de outras foram feitas no mesmo tom.

O escritório em que Mayara estagia, Peixoto e Cury Advogados, de São Paulo, disse, em nota, que ela não estava trabalhando para a empresa quando escreveu as mensagens. O texto do canal também comenta a disparidade entre o Sul “mais rico e desenvolvido” e o Norte “pobre”, cuja população, muitas vezes, muda de região em busca melhores condições.

Combate Brasil a superbacterias (Brasil combate superbactérias)
Site Esmás (México)28 de outubro de 2010

O site mexicano fala das novas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que começaram a valer em 28 de outubro. Uma delas, para a compra de antibióticos, torna obrigatória a apresentação de prescrição médica. Esta deverá conter o carimbo e o registro profissional do médico. Após a compra, ela será retida pelo comerciante a fim de que não se a use novamente.

A medida tem como meta diminuir o consumo exagerado e indiscriminado de antibióticos, o que ajuda a aumentar a resistência das bactérias aos medicamentos. Entre elas, o alvo principal é a Klebisiella Pneumoniae Carbapenemase, a KPC, que pode causar desde pneumonias até fortes infecções internas. Segundo o Ministério da Saúde, 70 casos destes em São Paulo. Já informações da secretaria regional, o dado é de 24 mortes no estado.

Em pronunciamento, o ministro José Gomes Temporão disse que a infecção por essa bactéria restringe-se a ambientes hospitalares e pacientes com sistema imunológico debilitado. No texto do site, aparecem os mesmos dados em outros estados do Brasil.

Telefónica busca la consolidación em desmedro de las aquisiciones (Telefonica busca a consolidação em detrimento das aquisições)
La Nación (Argentina)1º de novembro de 2010 

O jornal parte da declaração do executivo da companhia, César Alierta: “Alguns investidores acreditam que vamos continuar comprando coisas, mas não vamos fazer isso”. Ele está há 10 anos no comando da Telefonica. Agora, a empresa busca aproveitar o auge do tráfego na internet para aumentar sua renda e vai se concentrar no crescimento orgânico, diz o “La Nación”.

O jornal apresenta a trajetória de Alierta à frente da companhia. Foi na sua gestão que a Telefonica chegou à América Latina, incursão para a qual foram destinados 90 bilhões de euros. “Vimos que o mundo ia ser global. Então, tínhamos quer ser globais na Europa, na América Latina”, comentou o executivo.

É na expansão da empresa que aparecem os brasileiros. “A jovem população do Brasil e uma penetração relativamente baixa de usuários de telefones celulares fazem desse país um mercado prioritário para captar novos usuários de internet e telefonia celular”, acredita o jornal.

Ele fala ainda da compra pela Telefonica  dos 30% de participação da Portugal Telecom na Vivo. “A operação permitiu à Telefonica transformar-se no principal operador integrado de telecomunicações no Brasil, depois da fusão da Vivo com a Telesp, provedor de telefonia fixa de São Paulo”. A empresa passará a atender, no país, cerca de 70 milhões de clientes. Em comparação, a população da Espanha é de 47 milhões de pessoas.

O jornal conclui que “a Telefonica incrementa a participação de mercado no Brasil e considera que as perspectivas de expansão não serão afetadas pelos esforços dos reguladores locais por reduzir o custo das telecomunicações aos consumidores”.

Fiscalía brasileña denuncian cuatro militares que torturaron a Rousseff (Ministério Público brasileiro denuncia quatro militares que torturaram Rousseff)
El Universal (Venezuela)4 de novembro de 2010

O desaparecimento de seis presos políticos e a tortura de outros dezenove durante a ditadura militar ganhou a atenção do jornal venezuelano pelo fato de a presidente eleita, Dilma Rousseff, fazer parte do grupo. A denúncia foi feita pelo Ministério Público (MP) de São Paulo.

Um dos torturadores era integrante da polícia militar de São Paulo. Os outros três, das Forças Armadas. Eles deverão  indenizar a sociedade e ajudar o Estado a pagar reparações financeiras às famílias dos seis mortos. O quarteto participava da Operação Bandeirantes (Oban) , de repressão a dissidentes políticos, que ocorreu em São Paulo entre 1969 e 1970.

O MP também pede que o governo de São Paulo e o Estado brasileiro peçam desculpas públicas pelos abusos e apresentem todas as informações sobre as atividades de repressão política realizadas durante a Oban.

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Dilma ganha nos extremos e Serra, no centro de São Paulo

Por Nathan Lopes

Das zonas eleitorais da cidade de São Paulo, uma quase apresentou empate entre os candidatos à Presidência da República. Foi Cidade Ademar [zona Sul], de número 351. Lá, José Serra (PSDB) obteve 50,07% dos votos válidos enquanto a presidente eleita Dilma Rousseff (PT), 49,93%.

Sapopemba [zona Sudeste], a 350ª, também apresentou um resultado muito próximo. Serra 51,58%, Dilma 48,42%.

A maior vitória da petista aconteceu na 381ª zona, Parelheiros [extremo Sul], onde conquistou 75,28% da votação. Já seu adversário, 24,72%. Na sequência aparece Piraporinha [zona Sudoeste], a 372ª zona. Ela conseguiu 69,58% dos votos no local.

O maior número dos obtidos por Serra em uma única zona foi na do Jardim Paulista [zona Oeste], a 5ª. Ele venceu Dilma por 82,45% a 17,55%. Na 251ª, de Pinheiros [zona Oeste], sua vitória contou com 77,54% da votação.

Dilma Rousseff foi a vitoriosa em todos os extremos da cidade, com exceção do Norte. José Serra dominou a região central.

Na 1ª zona eleitoral, a da Bela Vista [zona central], Serra ganhou por 61,97% a 38,03%. Na última criada, a 422ª, de Lauzane Paulista [zona Norte], os números não foram muito diferentes: Serra com 59,13% e Dilma, 40,87%.

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Guarulhos, Campinas e Santo André trocam Dilma por Serra no 2º turno

Por Nathan Lopes

Das dez cidades com mais eleitores no estado de São Paulo, três trocaram de candidato no dia 31 de outubro. A eleita Dilma Rousseff (PT) perdeu a preferência do eleitorado em Guarulhos, Campinas e Santo André para José Serra (PSDB). No primeiro turno, a diferença entre eles nessas cidades chegava, no máximo, a quase 30 mil votos. Com os eleitores dos outros candidatos tendo de refazer sua escolha para a Presidência, a maior parte deles optou por Serra.

Em 3 de outubro, Dilma dividiu igualmente esses municípios com seu adversário. Onde venceu desta vez – São Bernardo do Campo e Osasco -, o tanto de votos que recebeu a mais em pouco diferiu do de Serra.

Confira abaixo o resultado do 2º turno nas dez cidades com mais eleitores de São Paulo. 

São Paulo (eleitores: 8.479.849)

José Serra – 3.427.671
Dilma Rousseff – 2.961.897
Brancos e Nulos – 516.615
Não votaram – 1.573.666

Guarulhos (eleitores: 788.694)

José Serra – 311.328
Dilma Rousseff – 299.757
Brancos e Nulos – 52.380
Não votaram – 125.229

Campinas (eleitores: 761.338)

José Serra – 288.115
Dilma Rousseff – 269.856
Brancos e Nulos – 49.451
Não votaram – 153.916

São Bernardo do Campo (eleitores: 560.781)

Dilma Rousseff – 241.547
José Serra – 188.188
Brancos e Nulos – 34.595
Não votaram – 96.451

Santo André (eleitores: 546.594)

José Serra – 207.663
Dilma Rousseff – 197.936
Brancos e Nulos – 36.448
Não votaram – 104.547

Osasco (eleitores: 531.965)

Dilma Rousseff – 221.584
José Serra – 184.677
Brancos e Nulos – 31.167
Não votaram – 94.537

São José dos Campos (eleitores: 438.252)

José Serra – 335.910
Dilma Rousseff – 143.940
Brancos e Nulos – 23.075
Não votaram – 79.267

Ribeirão Preto (eleitores: 405.927)

José Serra – 178.183
Dilma Rousseff – 114.115
Brancos e Nulos – 27.562
Não votaram – 86.067

Sorocaba (eleitores: 406.977)

José Serra – 168.870
Dilma Rousseff – 139.307
Brancos e Nulos – 28.673
Não votaram – 70.127

São José do Rio Preto (eleitores: 291.237)

José Serra – 131.703
Dilma Rousseff – 85.378
Brancos e Nulos – 15.882
Não votaram – 58.274

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Serra ganhou mais votos que Dilma no 2º turno em SP

Por Nathan Lopes

José Serra (PSDB) conseguiu quase 3 milhões de votos a mais no 2º turno em São Paulo. Na totalização, foi pouco menos que o dobro do que sua concorrente também conquistou no estado, a presidente eleita Dilma Rousseff (PT), em relação à votação do dia 3 de outubro. De 9.524.050, Serra passou para 12.308.483. Já Dilma, de 8.740.949, atingiu 10.462.447.

O total de votos que eles tiveram a mais, juntos, foi de 4.505.931. Essa quantia não atingiu os 5.161.300 votos obtidos pelos outros candidatos no 1º turno da corrida presidencial. 655.369 eleitores sobram nessa conta. Eles optaram por votar em branco ou nem compareceram às urnas no último domingo.

Crescimento dos candidatos no 2º turno

Serra – 2.784.433

Dilma – 1.721.498

Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 7.519.513 é o número de eleitores que não escolheram nenhum dos dois candidato. Ele apresenta um aumento em comparação com o do 1º turno, quando chegou a 6.863.181 votos.

Abstenções

De 4.979.456 para 5.801.614

Nulos

De 1.027.535 para 1.099.361

Brancos

De 856.433 para 618.538

O feriado de finados deve ser o grande responsável pelo aumento na abstenção. Também por isso o número de votos válidos no estado caiu de 23.426.299 para 22.770.930.

Serra também conseguiu trazer para si os votos do candidato eleito governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Este, em sua disputa, conseguiu 11.519.314 votos, pouco menos dos 12.308.483 de Serra no 2º turno. Dilma já havia superado os 8.016.866 do petista Aloízio Mercadante em 3 de outubro.

Amanhã, o EspelhoSP apresenta os números da eleição nas dez cidades com mais eleitores de São Paulo.

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Paulista mostra o sentimento da cidade com o resultado da eleição presidencial

Por Nathan Lopes

Helicópteros sobrevoando a Avenida Paulista é algo comum durante a semana, porém nem tanto aos domingos. No último dia 31, pude ver ao menos dois nas proximidades da região. E como eles não se movimentavam, só poderiam ser helicópteros de televisão. Mas o que acontecia de tão importante para que houvesse não apenas um e sim dois fazendo imagens da avenida?

Foi aí que, do encontro da Rua da Consolação com a Paulista, passei a ver pequenos grupos de pessoas balançando bandeiras dizendo que iam para o MASP  ou o prédio da TV Gazeta. Era de noite. Não conseguia ver o que estava escrito nas bandeiras. Ao ouvir o que cantavam em sua marcha, tudo se esclareceu. “Olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma”.

Era óbvio que todo final de campanha política vitoriosa – ainda mais a presidencial – tem sua comemoração na Avenida Paulista. Mas em nenhum momento pensei que haveria essa movimentação, pois não tinha visto muitos militantes da candidata do PT mostrando-se pela cidade. Isso com exceção das pessoas contratadas para balançar as bandeiras nas esquinas da cidade.

A cada vez que o semáforo de pedestres ficava verde, um novo grupo – geralmente com quinze, vinte pessoas – começava sua caminhada e sua cantoria. Essas pessoas vinham, em sua maioria, de um prédio do lado ímpar da Consolação, não muito distante da Paulista. Lá era a sede do “Comitê Dilma Presidente”.

Suas portas já estavam praticamente fechadas. Três carros adesivados com o “Dilma 13” aguardavam o término da movimentação dentro do comitê. Na calçada à frente do prédio, outro grupo comemorava com suas bandeiras. Provavelmente, logo iriam para o local do encontro com os outros militantes na avenida.

Outros vinham, de ônibus, de outras partes de São Paulo. De dez pessoas que desciam dos coletivos, pelo menos três trazia algo – broche, adesivo, bandeira – que lembrava a candidata eleita presidente do Brasil. E isso acontecia a cada parada de ônibus no ponto.

A surpresa fica por a maioria desses militantes ser de jovens. Passei esses três meses de campanha encontrando eleitores mais novos declarando voto para Marina Silva e José Serra. De Dilma, não conheci mais que três. Por isso não esperava toda a movimentação que aconteceu na Paulista a partir do momento do anúncio da vitória de Dilma Rousseff. Afinal, essas comemorações geralmente são puxadas pelos jovens, o que não me fez esperar ver essa grande quantidade de gente festejando.

O único ponto negativo fica por conta dos motoristas – talvez eleitores de Serra – que deixavam sua mão dormir na buzina alguns segundos ao ouvir o nome de Dilma ser entoado pelos grupos. Alguns, além disso, soltavam xingamentos contra eles. A reação pode até ser considerada “dentro do esperado”, pois o candidato do PSDB conquistou mais votos que a vencedora na capital. Por outro lado, os motoristas pró-Dilma davam leves socos em sua buzina ao chegar à região. Era buzinaço para todos os gostos.

A comemoração e o descontentamento fazem parte do momento em que o resultado é divulgado. E, mais uma vez, a Avenida Paulista foi o local em que se pode ter uma dimensão do que representou o final de uma eleição.

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Serra e Dilma dividiram vitórias nas 10 cidades com mais eleitores de SP

Por Nathan Lopes

No 1º turno da eleição presidencial, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) conquistaram cinco cidades cada um entre as dez com maior número de eleitores no estado de São Paulo. O tucano venceu na capital, com maior número de votantes, mas perdeu nas cinco seguintes neste quesito: Guarulhos, Campinas, São Bernardo do Campo, Santo André e Osasco.

Outro dado que se observa da apuração da eleição do dia 3 de outubro é o de Marina Silva (PV) ter conseguido, no mínimo, 92,8% dos votos da soma de todos os outros candidatos derrotados no primeiro turno. Esta quantidade de votos deve escolher quem assumirá a Presidência, já que Dilma e Serra tiveram votações muito próximas em praticamente todas as cidades.

Confira abaixo o resultado do 1º turno da eleição nas dez cidades com mais eleitores em São Paulo.

São Paulo (eleitores: 8.479.626)

José Serra – 2.677.318
Dilma Rousseff – 2.532.225
Outros – 1.429.513 (dos quais 93,3% são de Marina Silva)
Brancos e Nulos – 537.486
Não votaram – 1.303.084

Guarulhos (eleitores: 788.677)

Dilma Rousseff – 248.526
José Serra – 220.441
Outros – 160.754 (94,3% de Marina Silva)
Brancos e Nulos – 54.583
Não votaram – 104.373

Campinas (eleitores: 761.315)

Dilma Rousseff – 220.181
José Serra – 209.003
Outros – 158.522 (93,7% de Marina Silva)
Brancos e Nulos – 47.879
Não votaram – 125.730

São Bernardo do Campo (eleitores: 560.759)

Dilma Rousseff – 205.712
José Serra – 144.964
Outros – 95.255 (93,2% de Marina Silva)
Brancos e Nulos – 36.174
Não votaram – 78.654

Santo André (eleitores: 546.589)

Dilma Rousseff – 167.303
José Serra – 155.926
Outros – 100.604 (93,8% de Marina Silva)
Brancos e Nulos – 37.690
Não votaram – 85.066

Osasco (eleitores: 531.952)

Dilma Rousseff – 182.365
José Serra – 131.188
Outros – 111.006 (94,5% de Marina Silva)
Brancos e Nulos – 31.497
Não votaram – 75.896

São José dos Campos (eleitores: 438.237)

José Serra – 142.941
Dilma Rousseff – 111.431
Outros – 100.786 (93,9% de Marina Silva)
Brancos e Nulos – 19.576
Não votaram – 63.503

Ribeirão Preto (eleitores: 405.917)

José Serra – 135.969
Dilma Rousseff – 92.269
Outros – 76.637 (94,4% de Marina Silva)
Brancos e Nulos – 29.909
Não votaram – 71.133

Sorocaba (eleitores: 406.966)

José Serra – 120.874
Dilma Rousseff – 111.184
Outros – 91.550 (92,8% de Marina Silva)
Brancos e Nulos – 26.496
Não votaram – 56.862

São José do Rio Preto (eleitores: 291.214)

José Serra – 109.072
Dilma Rousseff – 72.334
Outros – 44.519 (92,9% de Marina Silva)
Brancos e Nulos – 16.809
Não votaram – 48.480

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Votos de Serra e Dilma em SP no 1º turno

Por Nathan Lopes

No próximo domingo, a resposta será definitiva. Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB): um dos dois assumirá a função de presidente da República a partir de 2011. Na busca pela vitória, eles lutam para conquistar os votos dos outros candidatos, e, se tiverem sorte, dos eleitores que optaram por “branco” ou “nulo”.

Em todo o estado de São Paulo, são 30.289.733 os cidadãos aptos a votar. Destes, cerca de 7,5 milhões decidiram escolher ninguém para o principal cargo do Executivo brasileiro. Dos 23.426.299 restantes, os candidatos foram escolhidos por quase a mesma quantidade de eleitores. Serra teve 9.524.050 votos, enquanto Dilma, 8.740.949. Sobraram para o segundo turno 5.161.300, dos quais 94,27% são da terceira colocada Marina Silva (PV).

Confira abaixo a votação dos outros candidatos no 1º turno em SP

Marina Silva (PV) – 4.865.225
Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) – 239.173
Zé Maria (PSTU) – 17.584
Eymael (PSDC) – 14.684
Levy Fidelix (PRTB) – 13.573
Rui Costa Pimenta (PCO) – 3.134

Pode-se considerar que José Serra tem uma vantagem sobre Dilma Rousseff. O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, conseguiu 11.519.314 votos, quase três milhões a mais que seu companheiro de partido para a Presidência da República. Se eles estavam atrelados a um voto em Marina no primeiro turno, talvez tenham Serra como destino certo.

Já o candidato de Dilma para o cargo paulista, Aloízio Mercadante, teve cerca de 700 mil votos a menos (8.016.866). Talvez, por não ter tão claramente onde buscar uma maior votação em São Paulo, ela esteja procurando dar tanto enfoque às questões do estado nos debates em que participa.

Seria mais difícil, mas não impossível, convencer aqueles eleitores que decidiram anular ou não comparecer as urnas. Uma mudança de ideia desses 6.863.424 de votantes pode fazer toda a diferença no resultado da eleição presidencial de 2010.

Amanhã, o EspelhoSP mostra os números da eleição presidencial no primeiro turno em algumas cidades de São Paulo.

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