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Ronaldo, garoto-propaganda de SP para a Copa de 2014

SP em notícia pelo mundo
Por Nathan Lopes

Ronaldo participará en Comité de Sao Paulo para organización Mundial 2014 (Ronaldo participará do Comitê de São Paulo para organização do Mundial de 2014)
La Tercera (Chile)16 de fevereiro de 2011

Depois do anúncio de sua aposentadoria, Ronaldo não vai deixar o futebol. Além de ser empresário no esporte, o ex-atleta “integrará o Comitê que ajudará a promover a cidade de São Paulo para a Copa de 2014”, noticiou o jornal chileno.

A filiação, segundo o “La Tercera” foi oferecida pelo governador paulista “Gerardo” Alckmin. Ronaldo disse que “será uma honra ajudar São Paulo a construir as melhores instalações entre as 12 sedes do mundial”.

“O anúncio foi feito no mesmo dia em que o atacante recebeu a medalha do Mérito Desportivo” das mãos de Geraldo Alckmin. O cerimonial aconteceu no Museu do Futebol, localizado no estádio do Pacaembu.

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História da escolha do estádio de SP na Copa é contada no Paraguai

SP em notícia pelo mundoExtra
Por Nathan Lopes

“FIFA da OK a estádio del Corinthians para Mundial” (FIFA aprova estádio do Corinthians para o Mundial)
Diario ABC (Paraguai)29 de janeiro de 2011

A eliminação da Copa Libertadores não foi o único motivo de o Corinthians ter aparecido nas manchetes internacionais nos últimos dias. A questão de seu estádio, ainda mais por sua utilização no Mundial de futebol, também citou o nome do time pelo exterior.

O jornal paraguaio, por exemplo, falou sobre a trajetória do “Fielzão”, projeto da arena corintiana apresentado no segundo semestre de 2010 e oficializado em outubro do mesmo ano. E, enfim, chegou à aprovação da FIFA para sua utilização na Copa de 2014.  

“Os membros do Comitê Organizador Local já estão seguros de que a questão do estádio em São Paulo ficou resolvida”, disse o ministro do Esporte, Orlando Silva.

Depois de todos os percalços para a escolha da sede paulista para os jogos, o projeto original, que previa capacidade para 48 mil torcedores com custo de US$ 170 milhões, foi ampliado para 65 mil lugares, levando o orçamento a US$ 357 milhões de dólares.

Leia mais:
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Empresas terão preferência na construção de terminais em SP

SP em notícia pelo mundo
Por Nathan Lopes

“Brasil impulsa inversión privada en aeropuertos de Sao Paulo” (Brasil impulsiona investimento privado em aeroportos de São Paulo)
El Nacional (Venezuela) 3 de janeiro de 2011

A notícia ganhou destaque por ter sido uma decisão da presidente Dilma Rousseff em seu primeiro dia no cargo. “Ela determinou que sejam as empresas privadas as que construam mais terminais nos dois aeroportos de São Paulo, tendo em vista chegadas massivas de visitantes durante a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos que o país organizará”.

O jornal continua dizendo que a medida, “a ser submetida ao Congresso”, aliviará a aglomeração de viajantes nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, “que figuram entre os de maior trânsito aéreo na nação”.

Pelo estabelecido inicialmente, as empresas responsáveis pelas obras administrarão os terminais por 20 anos.

Apesar da entrada de recursos privados, o governo federal disponibilizou fundos de 5,6 bilhões de reais para a restauração de aeroportos e portos.

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Pacaembu como opção para a Copa-14

[Sobre a notícia da escolha do estádio, leia a NOTA no final do texto]

Por Nathan Lopes 

No final de maio, começou a polêmica de que o Morumbi não receberia os jogos do Mundial de futebol em 2014. Cheguei a comentar o assunto em “Copa em São Paulo: rixa, discussões e indefinição”. Já que o estádio são-paulino não seria utilizado, coloquei no ar uma enquete com quatro possibilidades: o reformado Palestra Itália, um possível Piritubão, o irreal Parque São Jorge e o próprio Morumbi. Em nenhum momento lembrei do Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. 

Motivos sobravam. Sua estrutura é antiga e defasada, está localizado em uma região com trânsito de veículos pesado e complicado, além de faltarem os requisitos pedidos pela Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) para receber a abertura da competição. Não haveria lógica usar um estádio da metade inicial do século XX quase cem anos depois que mantinha as condições básicas daquela época. 

Contudo, recentemente, justamente por causa da rixa, das discussões e da indefinição, levantou-se a possibilidade de usar o Pacaembu como sede do estado na Copa. Para isso, haveria uma completa reforma interna, mantendo a fachada, que é tombada pelo patrimônio histórico. E não seria apenas isso. Planeja-se uma mudança nas cercanias do estádio. Quem já o frequentou, sabe que espaço não falta à frente de sua entrada principal. Agora, nas laterais, os milhares de torcedores têm uma calçada de pouco mais de um metro de largura para circular. Além disso, possuem a companhia da grande quantidade de carros que seguem para Avenida Doutor Arnaldo, de um lado, ou para a Pacaembu, do outro. Comentários apontam que essas duas vias passariam a ser subterrâneas (de uma forma que não imagino como) para a construção, no lugar, de um calçadão. 

Especulações à parte, me agradou a ideia de o Pacaembu sediar os jogos paulistas. Esse é um estádio diferenciado. Não digo isso por ter uma infra-estrutura que, em comparação com os outros, atende razoavelmente bem o torcedor. Digo pelo ato de se assistir a um jogo de futebol. Em dezembro, a seleção feminina participava do Torneio Internacional Cidade de São Paulo. As arquibancadas estavam praticamente tomadas; quase não havia espaço. Toda vez que Marta, Cristiane, Érika, Maurine e companhia faziam uma jogada de efeito (algo comum nesse time), o som de contentamento que a torcida soltava traduzia a alegria e o prazer por ver aquilo. A intensidade dessa sensação potencializava-se no coro de “Brasil”. Além da vibração da torcida, todo esse cenário tem uma causa: a engenharia do estádio. Seu formato propicia uma acústica que eleva o grau de participação da torcida na partida. A emoção de torcer fica dentro dos limites do estádio e não se perde para fora, como no Morumbi. A imagem para isso seria um clichê: o caldeirão. Em uma jogada de perigo, todos se levantam e fazem “uuhhhhhh!” quando a bola passa longe da meta. Após cada apito final, surge a vontade de voltar para ver um novo jogo. E, sendo o Pacaembu o local da abertura, o espetáculo poderia se repetir, agora com a seleção masculina. 

Afora isso, não se teria por que enfrentar um ambiente com uma canaleta gigante tendo alguns buracos para escoamento que chamam de “banheiro”. Ou tentar comprar alimentos e bebidas em uma espécie de presídio, ao qual dão o nome de “lanchonete”. Ou, ainda, esforçar-se para subir as montanhas de tijolos, uma mais alta que a outra, cuja denominação é “escada”. 

Apesar de ninguém confirmar, tenho a sensação de que o Pacaembu será mesmo o estádio de São Paulo na Copa do Mundo de 2014. Comecei a pensar assim depois do treinamento de segurança da Polícia Militar lá esta semana [veja em matéria do SPTV]. Também porque, se não houver investimento privado na construção de uma nova arena, os governos estadual e municipal irão arcar com as obras; lembrando que o estádio pertence a este último. Seja qual for o motivo dessa possível escolha, acredito que ela será boa. Isto se reformas – essenciais há muito tempo – forem feitas.

[NOTA: Este texto foi escrito antes da informação sobre o futuro estádio do Corinthians em Itaquera ter sido escolhido, na última sexta, como sede de São Paulo para o Mundial. Pelo histórico de problemas na decisão pelo local dos jogos, decidi manter o texto; até como sugestão caso algo aconteça. E eu, como corintiano, já ouvi muitas vezes essa história de estádio. Sempre que o assunto ressurge, fica difícil acreditar.]

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Copa em São Paulo: rixa, discussões e indefinição

Por Nathan Lopes

Pouco mais de duas semanas para a Copa do Mundo na África do Sul e aqui no Brasil a discussão continua. Na verdade, as discussões continuam. Uma é tradicional: a sobre os vinte e três convocados para a seleção. Esta geralmente rende uma série de comentários negativos para o técnico. Hoje, Dunga sofre uma tempestade de ofensas. Há oito anos, Felipão suportou uma chuva moderada e foi campeão da competição. Entre os dois, Carlos Alberto Parreira convocou os “melhores”, na visão da crítica futebolística. Caiu nas quartas-de-final. Bem, mas este blog chama-se “EspelhoSP” e o que interessa é a outra discussão: os estádios para a Copa no Brasil, mais especificamente o paulista. Afinal, assim que a final do dia 11 de julho acabar, vai começar a contagem regressiva para a próxima edição, daqui a quatro anos.

Vista aérea do Morumbi - Reprodução do Wikipédia

Em São Paulo, não parecia haver dúvida de que o Morumbi seria o local das partidas. Porém, sempre surge uma notícia aqui, outra lá. A última apareceu ontem, no Blog do Juca Kfouri. “Confirmado: Piritubão abrirá a Copa” era o título de seu texto. O estádio, que até apelido já tem, possuiria não somente um campo de futebol, mas um centro de convenções e um parque de exposições, além de poder ser utilizado para shows e outros eventos. Fica difícil entender o porquê da decisão por construir mais essa arena, sendo que a cidade conta, além do Morumbi, com o Palestra Itália, o Canindé, o Pacaembu, além de outras menores, como os estádios do Ibirapuera e da Rua Javari. Eles já atendem a demanda de jogos de futebol na capital paulista.

A compreensão fica mais complicada quando se lembra que o Palestra acabou de ser fechado para reformas. Até 2012, será transformado em uma arena multiuso com capacidade para 45 mil torcedores, a mesma do Piritubão. Por qual motivo construir um estádio sendo que um, com características idênticas, já está sendo feito? Outra: Pirituba possui uma estação de trem da CPTM, um transporte de trilhos não tão rápido quanto o metrô, que serve a arena palmeirense. No caso desta, apenas precisariam ser feitos alguns ajustes em seu entorno para melhorar a infra-estrutura, enquanto Pirituba teria de ganhar um volume maior de investimentos e não receberia uma estação de metrô por falta de tempo hábil para a construção.

Aliás, este é o ponto em que se tem certeza de o Morumbi ser o escolhido. Está prevista para 2012 a inauguração de uma estação do metrô nas proximidades do estádio, a qual foi projetada justamente para atender seu público. Todo um planejamento para os jogos da Copa em São Paulo, por mais débil que tenha sido, foi feito em torno da arena são-paulina. Além disso, o estádio pode receber mais de 65 mil pessoas, estará localizado próximo do International Broadcasting Center (IBC) – se nada mudar até lá – e sua região passará por reformas visando melhor atender os torcedores, como a criação de bolsões de estacionamento.

Comenta-se que a polêmica sobre o estádio da capital paulista na Copa do Mundo só acontece por causa de uma rixa entre o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio. Teixeira, diga-se de passagem, também preside o comitê organizador da competição e é o defensor do Piritubão. Os dois divergiram quanto ao candidato na última eleição para a presidência do Clube dos 13, que representa os times de futebol do país. Uma posição política criou essa situação. O que era certo passou a ser duvidoso. E essa dúvida pode representar alguns milhões a mais no final da conta, caso seja levada adiante. Nessa história, parecem ter esquecido de ver o que é melhor para a cidade, a qual perde um precioso tempo em discussões ao invés de se preparar para o evento.

E qual é a sua opinião sobre o estádio de São Paulo na Copa do Mundo de 2014? Participe da enquete.

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