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Chilenos mostram a poluição na sociedade até março no MAC

SP em notícia pelo mundo
Por Nathan Lopes

“Doce artistas chilenos se presentan en el MAC de la Universidad de Sao Paulo” (12 artistas chilenos apresentam-se no MAC da USP)
La Tercera (Chile) 24 de janeiro de 2011

A mostra “Contaminações Contemporâneas” no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em São Paulo, estará aberta ao público até o dia 27 de março. Lá, serão vistos trabalhos dos chilenos Alejandra Prieto, Ales Villegas, Catalina Bauer, Cristóbal Lehyt, Felipe Mujica, Francisca Benítez, Johanna Unzueta, Julen Birke, Marcela Moraga, Nicolás Rupcich, Rodrigo Canala e Tomás Rivas.

Esta dúzia de artistas, segundo o jornal “La Tercera”, inspiraram-se nos mais de 200 milhões de pessoas que residem em centros urbanos carentes de água potável e nos mais de 1 bilhão que respiram ar altamente contaminado.

“Os expositores caracterizam-se por seu afã de experimentação utilizando distintas linguagens de representação, como são o desenho, a pintura, a escultura, a fotografia, o vídeo e a instalação para levantar suas análises sobre as transformações do espaço público nas grandes cidades”.

A exibição foi idealizada por três anos pela curadora Ethel Klenner e a galeria Die Ecke, que querem criar uma vitrine no exterior para o artista chileno, além de fomentar o intercâmbio cultural com o Brasil.

O MAC espera a visita de 30 mil pessoas à mostra “Contaminações Contemporâneas”.

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Arquivado em Exposição, SP em notícia pelo mundo

“O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, ainda existe em SP

Por Priscila Pires

” (…) O Cortiço é a história envolvente e sombria de uma habitação coletiva no Rio de Janeiro do Segundo Império, com seu mundo de pobreza e trabalho cercado de oportunistas e aproveitadores ambiciosos.”

 

Apesar de ambientado no Rio de Janeiro do século XIX, “O Cortiço” (1890) traz como protagonista uma realidade que ainda encontramos, por exemplo, em São Paulo: bairros centrais, como o Ipiranga, que abrigam muitas famílias em sobrados, casinhas e casarões.

Capa da edição publicada pela Martin Claret

A burocracia para se alugar uma casa é, de acordo com a manicure Helena Silva, antiga moradora de uma pensão no Cambuci, um dos motivos pela escolha dessa moradia. Para os autônomos, sem renda fixa, é difícil comprovar a possibilidade de arcar com as despesas de aluguel e condomínio, e nem sempre um fiador está disponível. Os cortiços representam, então, uma opção.

Diferentemente do século XIX, hoje a teoria do determinismo social não predomina na nossa cultura, pelo menos não oficialmente. Mas muitas das cenas descritas no livro naturalista, que coloca o cortiço como um organismo vivo capaz de influenciar até o caráter de seus moradores, não são impossíveis de acontecerem.

Trailer do Filme “O Cortiço”, de 1978. Direção de Francisco Ramalho Jr.:

A Estalagem São Romão compreendia um apinhado de casinhas, uma pedreira e uma taverna. As pensões paulistanas, no geral, limitam-se a uma casa antiga, com cômodos divididos entre as famílias. O banheiro é coletivo, porém aqueles que podem pagar um pouco mais conseguem, às vezes, suítes. Em algumas dessas pensões, é possível realizar pequenas intervenções nos cômodos. As brigas por barulho, cheiro, pagamentos atrasados são constantes, preço que se paga para morar mais próximo do centro por um preço mais barato.

Os moradores

  • Pagam aluguel de R$ 260 por mês (média)
  • São famílias pequenas (casais; casais com um ou dois filhos; solteiros e idosos)
  • Costumam trabalhar em atividades informais no centro
  • Os brasileiros vêm do interior de Minas Gerais e do Nordeste
  • Os estrangeiros são da Bolívia e do Paraguai
  • Têm renda média familiar de três a quatro salários mínimos
  • Somam, em média, 1,92 morador por cômodo

Não é permitido

  • Chamar o lugar de cortiço
  • Cães e gatos
  • Banho em casal
  • Escovar os dentes na pia de lavar as louças
  • Tocar a campainha depois das 22h
  • Deixar bicicletas ou máquina de lavar no corredor

Está liberado

  • Chamar o espaço de moradia coletiva ou pensão
  • Pássaros e tartarugas
  • Levar namorado (a) para dormir (desde que não vire inquilino informal)
  • Cada um carregar a sua própria chave e trancar a porta ao entrar ou sair

Fonte: Reportagem de Roberto de Oliveira, na Folha.com: Moradias coletivas colocam casarões em ordem para vistoria; veja slide show

Para ler “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, clique aqui.

Para saber mais sobre os cortiços de São Paulo: Os Cortiços em São Paulo – PCC-USP .

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Paulista debaixo de chuva até domingo

Por Nathan Lopes

No próximo domingo, dia 19, o Centro Cultural São Paulo finaliza a exposição “E.co – Coletivos Fotográficos Latino-Americanos e Europeus”. Um desses grupos é a Cia. de Foto, de São Paulo. O trabalho exposto por ele são imagens da Avenida Paulista em dia de chuva durante o verão. Nessa época do ano, tempestades são comuns na capital, em contraste com o que acontece agora, quando pouco chove.

Foto: Cia. de Foto

Foto: Cia. de Foto

Na apresentação da seção da Cia. de Foto na “E.co”, fala-se sobre os 40 dias de chuva que assolaram São Paulo no início de 2010. Dá-se destaque inclusive, no texto, ao Jardim Romano, eleito pela mídia, como lá aparece escrito, o símbolo do período de enchentes.

As fotos da exposição não estão disponíveis na página da Cia. de Foto na internet, mas há outras, também da região da Paulista, em um corriqueiro dia comum. Algumas delas estão espalhadas por aqui. No site, vá até “stories” e, assim que aparecer uma aba, clique em “Av.”.  Também há imagens interessantes sobre a cidade no blog da Cia. de Foto.

Foto: Cia. de Foto

Foto: Cia. de Foto

Foto: Cia. de Foto

Foto: Cia. de Foto

O Centro Cultural São Paulo fica na Rua Vergueiro, 1000, próximo à estação Vergueiro do metrô. A entrada é gratuita. Nestes últimos dias, a exposição está aberta ao público das 10h às 18h.

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