Chimpanzé fumante morará em SP

SP em notícia pelo mundo
Por Nathan Lopes

Depois do chimpanzé-pintor de Niterói, o EspelhoSP encontrou o fumante no Líbano através de um jornal de Honduras. E o destino dele, igual ao do outro, será o santuário de chimpanzés em Sorocaba, no interior de São Paulo. Também tem as doenças que um engarrafamento pode causar, a possível data da chegada de carros elétricos à capital. Esta é também a personagem de matéria sobre os estrangeiros que vieram nela morar. Saiba o que eles pensam da cidade e em que regiões moram.

“Chimpacé fumador es rescatado en Líbano y enviado a Brasil” (Chimpanzé fumante é resgatado no Líbano e enviado ao Brasil)
La Tribuna (Honduras)8 de novembro de 2010

Omega, de 12 anos, foi levado a um santuário de chimpanzés em São Paulo (o mesmo do chimpanzé-pintor, do qual falamos duas semanas atrás) depois que defensores dos direitos dos animais o descobriram fumando cigarros para entreter visitantes de um zoológico no Líbano. Ele fumava os cigarros acesos que os visitantes jogavam em sua jaula.

O chimpanzé nunca subiu em uma árvore nem viu outros de sua espécie. Omega, em seus primeiros anos de vida, era usado por um restaurante libanês para entreter os clientes. Lá, ele aprendeu a fumar e a servir água aos clientes. Quando cresceu, ficou muito forte e foi enviado ao zoológico, onde viveu por 10 anos em uma jaula de 40 m².

“Conozca las enfermedades que pueden producir los trancones” (Conheça as doenças que os engarrafamentos podem produzir)
El Tiempo (Colômbia)6 de novembro de 2010

O jornal colombiano diz que, quando uma pessoa conduz em um engarrafamento, os riscos para a saúde aumentam de forma notável. E como exemplo de trânsito congestionado, ele cita o de Cidade do México, Beijing, Bogotá e São Paulo. “Durante o tempo parado, ela não está obrigada apenas a permanecer quieta, na mesma posição e exposta a ruídos ensurdecedores e materiais contaminantes, também a altos níveis de estresse e ansiedade”.

Um estudo de uma universidade alemã mostrou que a exposição a ambientes contaminados, como as rodovias, favorece o endurecimento de artérias e aumenta o risco de ataques cardíacos.

Os efeitos que os congestionamentos causam foram listados pelo jornal. Eles acontecem na cabeça, nos ouvidos, nos olhos, no nariz. Também no pescoço, nos ombros, nas vias respiratórias, nos pulmões. Ainda sofrem o coração, as costas, os joelhos, o quadril, os tornozelos. Por fim, veias e bexiga. Cada um está explicado no texto de “El Tiempo”.

“‘La penetración de los autos eléctricos en la región será lenta y tomará unos diez años’” (“A penetração dos carros elétricos na região será lenta e levará uns dez anos”)
El Mercurio (Chile)11 de novembro de 2010

A brasileira Letícia Costa é uma consultora das mais destacadas no mercado de automotor, é o que diz o jornal chileno. Ela é uma amante de carros e explica por que tem três. “Em São Paulo, há um dia por semana com restrição”. Letícia é uma das expositoras do Terceiro Encontro Automotor, organizado por “El Mercurio”. Em sua apresentação, falará das principais tendências no mercado internacional, mesmo tema da entrevista que concedeu ao jornal.

São Paulo aparece na conversa através da chegada de empresas chinesas. “A previsão é que em 2011 tenhamos sete companhias da China. Atualmente há quatro. Uma delas é a Cherry, em São Paulo, com um investimento de uns 400 milhões de dólares”, afirmou Letícia. “El Mercurio” pergunta o que isso implica para o mercado local. Letícia responde que nem todas as empresas chinesas vão sobreviver. E isso porque há muitas montadoras chinesas, mais de 100, e nem todas serão capazes de competir. “Os veículos chineses realmente estão chegando, mas a grande competição nos últimos anos é com os vindos da Coreia”.

O potencial de carros elétricos e híbridos fecha a entrevista com Letícia Costa. Ela diz que esse tipo de automóvel se dá em mercados desenvolvidos, como o dos EUA, onde há subsídios. No Brasil, a situação é diferente em relação a esses carros pela possibilidade da mistura de gasolina com etanol. “Já temos um combustível alternativo que é mais barato”. Letícia acredita que haverá uma penetração de carros elétricos em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas daqui a dez anos. “É necessário contar com infraestrutura. E, para isso, é preciso tempo e dinheiro”.

“Sibling rival” (Irmão rival)
Financial Times (Inglaterra)5 de novembro de 2010

Um nova-iorquino faz um pedido. “Esqueça a piada de que o Brasil sempre será o país do futuro. Ele é o país do presente e seu epicentro é São Paulo”. Quem disse isso foi Zack Henry, que vive na cidade há mais de dois anos. “Você pode sentir a eletricidade – muitas novas construções, hordas de profissionais bem-vestidos indo almoçar nas áreas comerciais, bares e restaurantes lotados quase todas as noites. Quando se acostumam com o trânsito, acabam se apaixonando pela vida aqui”. O “irmão rival” do título refere-se à “difamação como a irmã feia do Rio de Janeiro” com a qual a cidade sofria.

O jornal diz que os estrangeiros vêm para São Paulo e acomodam-se nos bairros nobres ou nos condomínios da região periférica. Henry, por exemplo, comprou um apartamento de 130 m² na Vila Nova Conceição. “Ela é bem verde e como um oásis se comparado com o resto de São Paulo, onde o concreto tende a dominar”. Informações obtidas através do site www.123i.com.br, sobre o mercado imobiliário da cidade, o metro quadrado de uma moradia nova na região de Henry custa R$ 10.500,00. Já uma usada, o valor vai a R$ 6.000,00. Este é o dobro do valor de áreas no centro de São Paulo. Mais dados foram apresentados, como o aumento de 11% no aluguel desde o ano passado.

O centro negligenciado também aparece no texto do “Financial Times”. “Ele perdeu muito de seu brilho nos anos recentes. Um século atrás, a Avenida Paulista, marca da cidade – com seus prédios de escritórios e shoppings verticais -, tinha elegantes mansões dos barões do café brasileiro. Hoje, apenas alguns desses símbolos do passado permanecem. Pode o centro recuperar sua antiga glória? Talvez”. Segundo o arquiteto argentino Pablo Georgieff, “agora, as autoridades da cidade esperam os fomentadores de propriedades, e estes, a cidade. Mas quando o Brasil ficar mais rico, as coisas certamente irão mudar”.

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