Os custos dos feriados para SP: US$464 milhões

SP em notícia pelo mundo
Por Nathan Lopes

Aquela folga no meio da semana é esperada por muita gente, menos pela indústria. Dados da FIESP, apresentados pelo “Diario Hoy”, explicam o porquê. No Reino Unido, a semana que passou teve dois assuntos envolvendo São Paulo: o uso do açúcar para fazer plástico e o bom momento do mercado de arte.

Para conferir as matérias na íntegra, clique no nome do jornal, abaixo das manchetes.

Feriados cuestan a São Paulo $464 millones (Feriados custam a São Paulo $464 milhões)
Diario de Hoy (Equador)3 de junho de 2010

A notícia não é recente, mas vale pelo número. Até o final deste ano, o estado de São Paulo não verá 464 milhões de dólares americanos, a moeda oficial do Equador. A estimativa é da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) após uma pesquisa com 478 empresas.

O custo de produção aumenta 2,2% nos dias de feriado e recesso, segundo a FIESP. Isso representa algo como 33 milhões de dólares por data.

Outro dado da notícia do “Diaro de Hoy” é o de 59% das empresas recuperarem o tempo perdido no horário normal de trabalho. 31% delas fazem o mesmo, mas através de horas extras. Os 10% restantes não param as atividades.

Is sugar the new plastic? (O açúcar é o novo plástico?)
The Guardian (Reino Unido)11 de outubro de 2010

“A cidade de São Paulo pode ser a força econômica do Brasil, mas o interior do estado homônimo é o ponto central da agricultura – não apenas porque produz 60% do açúcar do país”, observa o “The Guardian”. Para explicar a demanda, o jornal lembra do etanol, derivado justamente do produto da cana. “Mais de 90% dos carros no Brasil podem utilizá-lo, e há um mercado de exportação crescente também”.

Depois dessa apresentação, a matéria chega ao ponto. Uma empresa de produtos limpos chamada Ecover encomendou uma pesquisa, pela qual descobriu que os plásticos feitos de petróleo tem 75% mais carvão incorporado que os de vegetal renovável. Consequentemente, a cana-de-açúcar tornou-se a melhor opção, segundo a Ecover, levando-a aos campos de São Paulo.

A preocupação ambiental aparece quando se comenta que o solo paulista não é de floresta e, no passado, já foi utilizado para a plantação de café em função da próspera indústria no setor.

A Ecover fechou uma parceria com a petroquímica brasileira Braskem para a produção de garrafas de plástico recicláveis utilizando a cana-de-açúcar. Em 2011, elas estarão no mercado com uma mistura de 30-70% para plástico renovável e não-renovável, respectivamente. Para o futuro, a Ecover pretende verificar o potencial de renovação de algas e alimentos desperdiçados.

Latin American art is on the up (Arte latino-americana está em alta)
Financial Times (Reino Unido) 13 de outubro de 2010

A matéria de Georgina Adam para o “Financial Times” começa relembrando que, mês passado, centenas de colecionadores estrangeiros, curadores de museus e negociadores fizeram uma longa viagem ao Brasil para a inauguração da 51ª Bienal de São Paulo. “A presença deles reflete o rápido crescimento do nível de interesse em arte latino-americana”, aponta a jornalista.

Ela comenta que o mercado de arte brasileiro – “o mais importante da região” – está em efervescência, com uma economia, cuja previsão de crescimento é de 5% neste ano. Depois de fazer um balanço sobre a situação do mercado de arte no Brasil, o foco volta à São Paulo na entrevista com a diretora “de uma feira local”, a SP-Arte, Fernanda Feitosa. Sua afirmação de que o mercado de arte contemporânea só começou a desenvolver-se nos últimos 10 anos foi o que chamou a atenção de Georgina. Para Fernanda, a entrada gratuita em museus trouxe um conhecimento mais amplo de arte.

A capital volta a protagonizar o texto com Luisa Strina, proprietária da mais antiga galeria de arte contemporânea da cidade, aberta em 1974. “O mercado era muito pequeno e local, e nós não estávamos autorizados a levar trabalhos para fora do país”, diz Luisa, que, hoje, já abriu outras galerias, ao lado de Fortes Vilaça.

Após falar sobre as taxas que as obras estrangeiras recebem quando chegam ao Brasil, a reportagem destaca a SP-Arte, fundada há seis anos com a participação de 40 galerias. E, apesar de a Amércia Latina estar no título, a matéria fala praticamente apenas do “forte” cenário artístico brasileiro, cujo centro é São Paulo.

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