Os candidatos com mais votos que não serão deputados

Por Nathan Lopes

Ao término da apuração dos votos para os cargos de vereador e deputado, retorna às conversas o assunto: a eleição deve ser majoritária ou proporcional? Esta é a que está em vigor. Ela se faz através da divisão do total de votos válidos pela quantidade de vagas nas Câmaras municipal, estadual ou federal. Para isso, dá-se o nome de “quociente eleitoral”. No pleito do último domingo, foram definidas as quantidades dele para deputados federais e estaduais.

Em São Paulo, o quociente para definir os eleitos que trabalharão em Brasília calculou-se na casa de 304.533 votos. A cada vez que um partido atingisse essa quantia, lhe seria de direito uma vaga de deputado federal. Seguindo essa lógica, nove políticos foram eleitos, mesmo tendo menos votos que outros concorrentes, os quais não se elegeram.

O grande prejudicado com a situação foi o PSDB. Dos que ficaram de fora, sete eram do partido. Coincidentemente, os outros dois faziam parte do DEM, seu aliado. Daqueles que entraram pela proporcionalidade, cinco eram do PV; dois do PDT; um do PSB e outro do PP.

Já na Assembleia Legislativa, oito candidatos com votação maior não conseguiram uma das noventa e quatro cadeiras. Eles eram três duplas de PR, PT e PTB, além de um do PMDB e outro do PPS. Foram eleitos, nos lugares deles, dois de PV e PSB, e um de PSDB, PDT, PSC e PP. O quociente para deputado estadual é de 225.833 votos.

Abaixo, o EspelhoSP apresenta a lista de quem deveria ter entrado na Câmara se a eleição fosse majoritária, além da dos que se elegeram pela proporção dos votos em seus respectivos partidos.

DEPUTADOS FEDERAIS (sistema majoritário)

Vanderlei Macris (PSDB) – 111.531
Dr. Eleuses Paiva (DEM) – 107.464
Silvio Torres (PSDB) – 107.035
Walter Feldman (PSDB) – 105.085
Alberto Mourão (PSDB) – 104.433
Walter Ioshi (DEM) – 104.400
Carlos Roberto (PSDB) – 103.373
Pannunzio (PSDB) – 96.897
Renato Amary (PSDB) – 95.089

DEPUTADOS FEDERAIS (sistema proporcional)

Ricardo Izar (PV) – 87.347
Aline Correa (PP) – 78.317
Penna (PV) – 78.301
Abelardo Camarinha (PSB) – 71.637
Roberto de Lucena (PV) – 70.611
João Dado (PDT) – 70.486
Roberto Santiago (PV) – 60.180
Dr. Sinval Malheiros (PV) – 59.209
Salvador Zimbaldi (PDT) – 42.743

DEPUTADOS ESTADUAIS (sistema majoritário)

Waldir Agnello (PTB) – 77.160
Uebe Rezeck (PMDB) – 68.622
Conte Lopes (PTB) – 68.491
Vitor Sapienza (PPS) – 67.316
Beth Sahao (PT) – 66.766
Alexandre da Farmácia (PR) – 66.295
Tito (PT) – 66.011
Osvaldo Virginio (PR) – 64.242

DEPUTADOS ESTADUAIS (sistema proporcional)

Geraldo Vinholi (PSDB) – 62.580
Jose Bittencourt (PDT) – 58.954
Ed Thomas (PSB) – 57.853
Curiati (PP) – 57.727
Marcos Neves (PSC) – 54.759
Dr. Ulysses (PV) – 41.623
Regina Gonçalves (PV) – 37.618
Bolçone (PSB) – 31.274

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