Os números de SP nas Eleições 2010

Por Nathan Lopes

Dependendo de o cargo ser do Executivo ou do Legislativo, houve uma certa quantidade de votos paulistas no primeiro turno das eleições do último domingo. Dos mais de vinte e cinco milhões de eleitores (25.310.627, segundo números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral [TSE]) que votaram, pouco menos de dois milhões (7,44%) não escolheram quem deveria assumir a presidência da República a partir de 2011. A opção “nulo” foi feita por 1.026.887, enquanto a “branco”, por 855.921.

PRESIDENTE -> votos válidos: 92,66%

Quando a decisão era para o governo de São Paulo, o número de votos inválidos chegou a 10,10%, algo em torno de 2,6 milhões. O “nulo” atingiu 1.326.601. Já o “branco”, 1.230.124. A vitória de Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa ficou nas mãos de quase 90% da população.

GOVERNADOR -> votos válidos: 89,90%

Até agora, dizem que Tiririca (PR) recebeu a maior quantidade de votos (1.353.820) quando se fala do cargo “deputado federal”. Na verdade, essa posição é do “nulo”, com 2.149.100. Logo em seguida, aparece o branco, que chega a 1.843.840. Juntos, eles representam 15,78% da votação bruta.

DEPUTADO FEDERAL -> votos válidos: 84,22%

Na disputa para a Assembleia Legislativa, a situação foi um pouco pior: 16,13% dos eleitores paulistas não escolheram candidato nem partido para deputado estadual. Esse número passa dos 4 milhões de votos. Com cerca de 5% dessa quantia (239.150), Bruno Covas (PSDB) foi o primeiro colocado na eleição.

DEPUTADO ESTADUAL -> votos válidos: 83,87%

Para o Senado, este ano, cada eleitor tinha direito a escolher dois representantes. Ou seja, foram 50.620.534 votos no total. Desse número, 27,35% destinou-se a ninguém. A efeito de comparação, Aloysio Nunes (PSDB), o senador mais votado, atingiu cerca de um quinto de todos os votos, com 11.189.168. Brancos e nulos, juntos, são quase 14 milhões.

SENADOR -> votos válidos: 72,66%

Através destes números, muitas leituras podem ser feitas, como uma certa insatisfação da população com as opções apresentadas a ela na eleição. Ou uma atenção especial dada aos cargos do Executivo em comparação aos do Legislativo, os quais, na melhor das hipóteses, conseguiram 85% dos votos válidos, como no caso dos deputados federais.

Talvez os 3.992.940 eleitores sem opção para federal poderiam ter dedicado um tempo em encontrar alternativas às que lhe desegradavam. Em média, um deputado precisa de 200 mil votos para eleger-se. Esses quase 4 milhões poderiam significar vinte congressistas diferentes dos apresentados pela lista final, estigmatizada por Tiririca. Esses 4 milhões de votos poderiam significar quatro anos de uma trajetória parlamentar que teria chances de ser outra. Seja na Câmara, Assembleia ou Senado. E isso sem contar os cerca de 5 milhões de eleitores que não foram às urnas.

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