Tudo acaba em pizza

Por Priscila Pires

Você já deve ter ouvido a expressão do título alguma vez.  De acordo com o “Aventuras na história”

A expressão, (infelizmente) bastante usada hoje, significa que algum episódio que envolvia falcatrua terminou sem qualquer punição. Sua origem está relacionada à Sociedade Esportiva Palmeiras, clube paulistano criado por italianos – o antigo Palestra Itália –, e a um palmeirense, o jornalista esportivo Milton Peruzzi, morto em 2001. Na década de 60, uma crise envolvendo cartolas se instalou no Palmeiras. Os dirigentes começaram a discutir e assim ficaram por 14 horas (!), quando finalmente a fome apertou. Eles resolveram ir a uma pizzaria. Duas rodadas de chope, várias garrafas de vinho e 18 pizzas gigantes depois, a paz voltou a reinar. Milton Peruzzi, que trabalhava na Gazeta Esportiva, acompanhou tudo e ditou a manchete do jornal do dia seguinte: “Crise do Palmeiras termina em pizza”.

Ah… A pizza! Quando o chefe de cozinha Raffaele Esposito Brandi preparou essa receita pela primeira vez, talvez nem imaginasse o sucesso que faria além da Itália, muito menos além do continente. São Paulo é hoje uma das capitais da pizza: de acordo com a Associação Pizzarias Unidas, a cidade só perde para Nova Iorque em quantidade de pizzas consumidas (40 mil por hora! ).

Alguns mitos envolvem o surgimento da tradicional pizza napolitana, a Margherita. Tradicionalmente, conta-se que em 1889 a Rainha Margherita de Savoia solicitou ao grande Brandi uma receita barata e nutritiva para a população mais humilde. Com base em um disco de massa assada, Brandi adicionou mussarela, manjericão e tomate, ingredientes típicos da culinária italiana e que representam as cores da bandeira. O restaurante de Brandi existe até hoje em Nápoles.

Nápoles, Itália, 11 de junho de 2009: modelo vestida de rainha Margherita comemora os 120 anos da pizza (Foto: AFP)

A pizza chegou ao Brasil com os imigrantes italianos, mas sofreu algumas modificações ao longo dos anos. Na Itália, encontrei basicamente dois tipos de pizza, e o cardápio de sabores era limitado – diferente do que acontece aqui. O primeiro tipo, classifico como “borracha”, e pode ter formato “quadrado” ou “redondo”. É geralmente servido nas lanchonetes. O segundo tipo, o “delícia”, também tem subclasses: o delícia napolitana, ou seja, a-melhor-pizza-que-eu-encontrei, e o tipo delícia romana. A diferença entre elas é a espessura da massa: da primeira, mais grossa. Quanto aos sabores, vale ressaltar: o simples disco com molho já é um tipo de pizza, o Marinara (algumas pizzarias ofereciam também só o disco de massa). Margherita é um consenso, e vem com bastante molho. Não encontrei borda recheada ou pizzas doces.

Marinara: massa e molho de tomate

Para quem ainda não decidiu o que fazer no fim de semana, que tal uma pizza?

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