Arquivo do mês: setembro 2010

Tudo acaba em pizza

Por Priscila Pires

Você já deve ter ouvido a expressão do título alguma vez.  De acordo com o “Aventuras na história”

A expressão, (infelizmente) bastante usada hoje, significa que algum episódio que envolvia falcatrua terminou sem qualquer punição. Sua origem está relacionada à Sociedade Esportiva Palmeiras, clube paulistano criado por italianos – o antigo Palestra Itália –, e a um palmeirense, o jornalista esportivo Milton Peruzzi, morto em 2001. Na década de 60, uma crise envolvendo cartolas se instalou no Palmeiras. Os dirigentes começaram a discutir e assim ficaram por 14 horas (!), quando finalmente a fome apertou. Eles resolveram ir a uma pizzaria. Duas rodadas de chope, várias garrafas de vinho e 18 pizzas gigantes depois, a paz voltou a reinar. Milton Peruzzi, que trabalhava na Gazeta Esportiva, acompanhou tudo e ditou a manchete do jornal do dia seguinte: “Crise do Palmeiras termina em pizza”.

Ah… A pizza! Quando o chefe de cozinha Raffaele Esposito Brandi preparou essa receita pela primeira vez, talvez nem imaginasse o sucesso que faria além da Itália, muito menos além do continente. São Paulo é hoje uma das capitais da pizza: de acordo com a Associação Pizzarias Unidas, a cidade só perde para Nova Iorque em quantidade de pizzas consumidas (40 mil por hora! ).

Alguns mitos envolvem o surgimento da tradicional pizza napolitana, a Margherita. Tradicionalmente, conta-se que em 1889 a Rainha Margherita de Savoia solicitou ao grande Brandi uma receita barata e nutritiva para a população mais humilde. Com base em um disco de massa assada, Brandi adicionou mussarela, manjericão e tomate, ingredientes típicos da culinária italiana e que representam as cores da bandeira. O restaurante de Brandi existe até hoje em Nápoles.

Nápoles, Itália, 11 de junho de 2009: modelo vestida de rainha Margherita comemora os 120 anos da pizza (Foto: AFP)

A pizza chegou ao Brasil com os imigrantes italianos, mas sofreu algumas modificações ao longo dos anos. Na Itália, encontrei basicamente dois tipos de pizza, e o cardápio de sabores era limitado – diferente do que acontece aqui. O primeiro tipo, classifico como “borracha”, e pode ter formato “quadrado” ou “redondo”. É geralmente servido nas lanchonetes. O segundo tipo, o “delícia”, também tem subclasses: o delícia napolitana, ou seja, a-melhor-pizza-que-eu-encontrei, e o tipo delícia romana. A diferença entre elas é a espessura da massa: da primeira, mais grossa. Quanto aos sabores, vale ressaltar: o simples disco com molho já é um tipo de pizza, o Marinara (algumas pizzarias ofereciam também só o disco de massa). Margherita é um consenso, e vem com bastante molho. Não encontrei borda recheada ou pizzas doces.

Marinara: massa e molho de tomate

Para quem ainda não decidiu o que fazer no fim de semana, que tal uma pizza?

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Gastronomia

ENTREVISTA: Francisco Cembranelli, promotor de Justiça

Por José Roberto Gomes Júnior, Priscila Pires e Raphael Scire

Hoje, o EspelhoSP publica a entrevista com o promotor de Justiça Francisco Cembranelli, como anunciado na semana passada em “Nós não somos insensíveis”. Ele fala sobre sua carreira, a relação com a imprensa, o caso Isabella, direitos humanos, entre outros assuntos.

 

A decisão de seguir a carreira como Promotor de Justiça partiu de interesse próprio ou através de alguma influência familiar? O que contribuiu para tal resolução?

Eu convivo com o Ministério Público desde pequeno, pois sou filho de promotor. Meu pai ingressou na Instituição quando eu tinha pouco mais de cinco anos de idade. Esse universo, portanto, sempre foi familiar para mim. Mas não só com meu pai, com amigos do interior também, aqueles que conviviam com ele no Fórum (juízes e outros promotores) e transitavam frequentemente pela minha casa. Sempre tive essa imagem do meu pai trabalhando com processos, chegando do Fórum, comentando com minha mãe o dia a dia.

Quando saí do interior e fui para São Paulo – e meu pai veio promovido para assumir uma das promotorias criminais da capital –, eu já tinha 15 anos e, claro, com todo esse exemplo e com a convivência, acabei direcionando o meu campo profissional para uma Faculdade de Direito, pois sabia que estava mais voltado para ela. Tinha uma ideia um pouco mais precisa da profissão e tinha a intenção de segui-la.

Quando me formei, meu pai me deu todo o apoio. Nos primeiros anos, ele ainda estava na ativa, me recepcionou muito bem na Instituição. Eu tive um bom exemplo em casa e foi assim que surgiu o interesse pela profissão de Promotor de Justiça. 

Diversos profissionais da área do Direito percorrem, por vezes, um caminho longo até alcançar um alto cargo dentro da Instituição. No caso do senhor, como ocorreu esse desenvolvimento até assumir a função de Promotor de Justiça?

No início, começamos nossas carreiras no interior. Depois se passa das cidades menores para as maiores, até se chegar, um dia, à capital.

Passamos no concurso público e somos mandados para fazer aquilo que é chamado de “Clínica Geral”, que é a atuação nas comarcas como Promotor Substituto.  Ou seja, trabalhamos com todas as áreas do Ministério Público. Mas, em determinado momento, como temos tudo muito setorizado, cada um escolhe a sua verdadeira vocação e acaba continuando a missão nessas áreas – no meu caso, no Tribunal do Júri.

Sou do interior, de São José do Rio Preto, mas morei em várias cidades. A última delas, antes de vir para São Paulo, foi Barretos – meu pai foi promotor lá durante cinco anos. Esse contato que tive com as cidades foi em decorrência da profissão que meu pai exercia. Quando ingressei na área, praticamente segui a mesma linha: também fiz carreira inicialmente no interior, passei por várias cidades da Grande São Paulo, dentre as quais Mogi das Cruzes, Suzano – cidades importantes na minha carreira profissional –, até que chegasse a São Paulo.

Há quanto tempo o senhor está em São Paulo?

Cheguei a São Paulo promovido em setembro de 1992, antes eu era Promotor Titular da 1ª Promotoria de Poá. Vou completar 18 anos como Titular de Promotoria do Júri em São Paulo.

Em sua opinião, quais são os maiores desafios e problemas que o senhor encontra dentro da promotoria?

Não vejo problemas, vejo dificuldades normais de se exercer um cargo importante, relevante, que lida especificamente com a área criminal e com muitos dramas vividos por pessoas vítimas da violência.

É um trabalho relevante, do ponto de vista social, que exige uma dedicação bastante grande. É necessário se atualizar, estudar e enfrentar várias ações de diversas naturezas, além de ter um conhecimento jurídico bastante aprofundado. É um constante aprendizado, e há uma dedicação extrema, pois a pessoa tem que mudar de cidade, atuar com comarcas bastante complexas, com muito serviço. É um universo bastante grande e que exige muito do profissional.

Em relação a esses dramas que o senhor mencionou, como deve ser a atuação de um Promotor para que eles não influenciem no próprio trabalho?

Isso é uma técnica que cada um tem. Eu tenho a minha. Claro que cada um tem a visão precisa da lei, pois é um profissional. Trabalha-se com os códigos, procura-se aplicar exatamente o que prescreve a legislação, seguindo rigorosamente a Constituição. Esse é o lado menos humano do trabalho.

Mas é claro que quando se tem contato com as pessoas envolvidas nos processos, principalmente com as vítimas, com os seus parentes, precisa-se também daquele necessário equilíbrio, do bom senso para poder trabalhar profissionalmente, mas sem nunca esquecer que há uma série de sentimentos em jogo. O importante é, acima de tudo, ter uma certa experiência, desenvolvendo-a, para poder desempenhar bem a missão.

Nós não somos insensíveis. Antes de ser promotor, eu sou cidadão, sou pai de família. Sou vítima da violência da mesma forma como qualquer ser humano. É necessário um equilíbrio mental, psicológico, para desempenhar a missão sem deixar que os sentimentos acabem prejudicando o trabalho. Não é fácil, mas todos nós, profissionais da área, temos que buscar isso.

Muitos desses dramas acabam ganhando repercussão na mídia, como ocorreu com o Caso Isabella Nardoni. Como o senhor lida com o assédio, principalmente agora, depois de todo o caso, da imprensa? Como é a relação da Promotoria com a imprensa?

Nos casos mais emblemáticos – e o Caso Isabella é um deles – é claro que o assédio é muito maior. As pessoas querem todo o tempo notícias, a divulgação de dados, que por vezes não são possíveis de serem divulgados. Eu respeito profundamente o trabalho da imprensa, entendo que ela deve exercer esse papel de informar. Sempre tive um relacionamento muito bom, salvo algumas exceções, principalmente durante o Caso Isabella, que foi tão procurado por toda a mídia, inclusive pela internacional. Tive vários contatos de correspondentes estrangeiros que queriam saber do andamento do processo. É um trabalho que entendo necessário e que procuro estabelecer uma relação cordial e respeitosa.

O senhor mencionou algumas exceções. Quais seriam?

Num caso como o de Isabella Nardoni, em que nos primeiros dias não se sabia ainda o que havia acontecido – ninguém tinha em mãos as perícias, o trabalho investigativo, os depoimentos corridos –, a imprensa correu atrás, querendo divulgar [essas informações] a todo custo. Claro que alguns excessos foram cometidos. Algumas notícias não correspondiam à realidade, e eu, muitas vezes, tive que desmentir. Havia uma louca corrida pela notícia.

Mas considerei normais esses excessos, porque nem mesmo nós tínhamos a compreensão perfeita do quadro que se estabeleceu para aquele caso. Compreendi perfeitamente e procurei dar as informações necessárias, pedidas por todos, a fim de que a população também fosse bem informada. A relação que tive com a imprensa foi a melhor possível e ela permanece até hoje. Acredito que eles [a imprensa] respeitam o meu trabalho, aprenderam a visualizar bem o papel da Promotoria e é assim que deve ser, não só em casos mais famosos, mas nos outros também, quando há procura pela informação.

O Caso Isabella Nardoni chocou o País e resultou numa explosão de matérias que tentavam explorar o assassinato e apontar eventuais culpados, além de destacar a atuação dos advogados. No julgamento do pai e da madrasta da menina, vimos a mesma cobertura. Qual a dimensão do caso, especificamente, na sua carreira?

É um caso de extrema repercussão. As pessoas se envolveram psicologicamente. Acredito que não houve na história jurídica do Brasil um caso que tenha sido tão divulgado, tão acompanhado, com um apelo probatório extremamente grande, que tenha despertado tanto interesse e comoção social.

Se disser que tratei do Caso Isabella e que ele representa para mim exatamente a mesma coisa que qualquer outro caso, estaria mentido. Claro que ele repercutiu, mas houve uma dedicação extrema, que costumo dispensar aos casos que passam por mim. Mas toda a divulgação fez com que a minha rotina de vida também fosse um pouco alterada: as pessoas passaram a cobrar informações, e passei a dar um tempo maior a essas informações que eram transmitidas.

Isso não significou meu afastamento dos demais casos que cuido. Nunca me afastei das minhas outras funções. Sempre fiz Júri, mesmo durante os momentos mais críticos do Caso Isabella. Estive em plenário tratando de outros casos. Não tive um auxiliar para me acompanhar, desenvolvi tudo sozinho. Claro, alterou a minha rotina, mas não o suficiente para abalar a qualidade do meu trabalho, que acredito que todos puderam ver. 

Além do Caso Isabella Nardoni, algum outro lhe marcou tanto em sua carreira?

Um que venha rapidamente à minha memória, que atuei há quase 15 anos, foi o de uma chacina de crianças numa cidade do interior: uma pessoa que tinha envolvimento com drogas acabou encontrando seis menores de idades variáveis entre 10, 12 e 13 anos, e determinou que cada um deles deitasse no chão, deu um tiro na cabeça de cada um deles, culminando com seis vítimas fatais. Foi difícil lidar com o sofrimento daqueles pais quando eles chegaram ao local da tragédia e muito sofrido para todos acompanhar o sofrimento daquelas mães, que não se conformavam com uma perda tão dramática assim.

Procurei atuar profissionalmente da mesma maneira. Abri o processo contra o acusado, que foi levado a Júri e condenado a quase 200 anos de prisão por essas mortes. Saí comovido com o sofrimento daquelas pessoas, mas certo de que havia feito o melhor e que havia conseguido uma condenação exatamente como me autorizava a lei.

Recentemente, outro caso brutal envolvendo mortes de crianças ocorreu na cidade de Luziânia, em Goiás. Crianças e jovens foram assassinadas por um serial killer, que foi preso, mas encontrado morto na própria cela algumas semanas depois. Sobre esse caso, o jornal O Estado de S. Paulo veiculou uma reportagem sobre eventuais falhas no Sistema Penal brasileiro, já que o tratamento adequado àquele serial killer, como o psicológico, por exemplo, não havia sido dado. Em sua opinião, o Sistema Penal apresenta falhas graves?

Não acredito que apresente falhas graves. Ele apresenta falhas como qualquer sistema penal de qualquer lugar do mundo. Há um discurso para que ele seja aprimorado, principalmente dito pelos operadores de Direito. Todos nós sabemos como o sistema funciona e quais são as suas falhas, e nós vivemos sempre tentando mudar para melhor. Não conheço profundamente esse caso, que foi tão divulgado pela mídia, mas isso [a morte do serial killer] acontece em qualquer lugar do mundo. Algumas pessoas acabam sendo soltas e depois se envolvem em outros crimes graves – são os chamados reincidentes.

Isso acontece até em países extremamente civilizados. Nós também não podemos culpar qualquer pessoa por esse desfecho. O que nós temos é que tentar aprender com isso, e, quem sabe, evitar que isso ocorra novamente. Afinal, nós temos uma lei e os juízes são conhecedores dela. Muitas vezes eles aplicam uma lei que acaba resultando numa grande tragédia. Mas nós precisamos talvez mudá-la, e não criticar o juiz que tem um instrumento, talvez, inadequado para dar uma resposta social.  

Atualmente, muito se discute sobre os avanços em torno dos direitos humanos, ilustrados por planos governamentais como o Programa Nacional de Direitos Humanos – 3, cujo objetivo é passar à opinião pública a noção de igualdade e respeito entre diversos grupos que vivem no Brasil. Qual sua avaliação sobre os debates em torno dos direitos humanos no País?

Entendo que as pessoas, muitas vezes, se confundem quando aparece alguém dizendo que está defendendo os direitos humanos, pois acabam achando que se está defendendo os direitos humanos também daqueles que infringem a lei. Esses também precisam de uma defesa. Não podemos apenas estabelecer essa visão maniqueísta de que só os bons merecem a aplicação dos direitos. Até mesmo aqueles que infringem devem ter condições de uma “ressocialização”, de um cumprimento adequado de suas penas, para poder, no futuro, serem reinseridos no meio social. Isso ainda, infelizmente, está engatinhando no Brasil, e ao que assistimos muitas vezes são notícias de desrespeito a direitos fundamentais básicos a qualquer cidadão.

Vimos, também, o envolvimento de policiais em crimes bastante graves. E os policiais são pagos pela sociedade, têm que zelar pela sua defesa. Eles mesmos acabam infringindo [os direitos humanos], o que repercute na vida do próprio cidadão.

Lamentavelmente a aplicação desses direitos básicos sociais, a que cada um de nós faz jus ainda no Brasil, precisa ser muito discutida, aprimorada, precisa haver uma conjugação de forças entre o Governo e aqueles que atuam na área – ONGs, organizações que tentam melhorar a vida de cada um de nós, para se chegar a uma posição de país de primeiro mundo. Isso é o que sabemos, fora aquilo que não é divulgado, que se constitui como violação dos direitos mais básicos dos seres humanos.

Deixe um comentário

Arquivado em Cidades

Candidatos ao Senado por SP

Por Nathan Lopes

Nesta eleição, cada estado poderá escolher dois senadores. São Paulo tem 15 opções e elas foram listadas abaixo, em ordem alfabética, pelo EspelhoSP.

Afonso Teixeira (PCO – 290)
Sem coligação

-> não há informações sobre cargos políticos do candidato no site do partido.

Tradutor, intérprete e filólogo, é candidato também a vice-governador de São Paulo na chapa de Anaí Caproni.

Suplentes: Osmar Brito, bancário e economiário, e Nilson Ferreira, mecânico de manutenção.

Alexandre Serpa (PSB – 400)
Coligação “Preste Atenção São Paulo” (PSB / PSL)

-> nunca se elegeu.

Em seu site, é apresentado como alguém que “começou cedo trabalhando de forma com entidades de classe, tendo papel de destaque em instituições como GENESE, Associação dos Economistas de Campinas, CIESP, FIESP. Esse trabalho culminou na ideia de trabalhar para melhorar a qualidade de vida das pessoas do Estado de São Paulo”.

Suplentes: Edilberto de Paula Ribeiro, empresário, e Wagner Belucci, comerciante.

Aloysio Nunes (PSBD – 451)
Coligação “Unidos Por São Paulo” (PMDB / PSC / PPS / DEM / PHS / PMN / PSDB)

-> duas vezes deputado estadual.

 Biografia no site: “O sentimento de liberdade, muito presente na vida de Aloysio, fez com que a militância pela democracia e restauração das liberdades individuais fosse um caminho natural. A ditadura militar era uma agressão àquele jovem estudante. Militou na Aliança Libertadora Nacional (ALN) e se filiou ao Partido Comunista Brasileiro em 1965 (PCB), ainda na época em que era estudante de Direito”. 

Suplentes: Sidney Beraldo, empresário, e Gilberto Nascimento, advogado.

Ana Luiza (PSTU- 160)
Sem coligação

-> nunca se elegeu.

Ela é descrita, em seu site, como “uma das principais dirigentes do funcionalismo público, em particular junto aos trabalhadores do judiciário federal. Atuante defensora dos servidores, Ana Luiza esteve à frente dos grandes embates dos servidores públicos com a política dos governos federal e estadual em precarizar o serviço público”.

Suplentes: Joel Paradella, servidor público municipal, e Paula Pascarelli, professora do Ensino Médio.

Antonio Mazzeo (PCB – 211)
Sem coligação

 -> não há informações sobre cargos políticos do candidato no site do partido.

Mazzeo é professor de Ensino Superior. 

Suplentes: Clóvis Berti, professor de Ensino Fundamental, e Manoel Messias, professor de Ensino Médio.

Ciro Moura (PTC – 360)
Coligação “Em Defesa Do Cidadão” (PP / PTC)

-> não há informações sobre cargos políticos nem site do candidato.

Ciro Moura é administrador.

Suplentes: Souza Costa, instrutor de formação profissional, e Luiz Pizzolato, ocupação não divulgada.

Dirceu Travesso (PSTU – 161)
Sem coligação

-> nunca se elegeu. 

“Além de lutar pelas conquistas da sua categoria e do conjunto dos trabalhadores do país, Dirceu Travesso sempre teve especial empenho nas lutas contra todas as formas de opressão e exploração sobre os trabalhadores em todo mundo”. Assim ele é descrito em seu site. Seus suplentes são os mesmos de Ana Luiza.

Suplentes: Joel Paradella, servidor público municipal, e Paula Pascarelli, professora do Ensino Médio.

Ernesto Pichler (PCB – 212)
Sem coligação

-> não há informações sobre cargos políticos do candidato no site do partido.

Pichler é engenheiro.

Suplentes: Renato Nucci, agente administrativo, e Luiz da Padaria, comerciante.

José de Paula Neto “Netinho” (PCdoB – 650)
Coligação “União Para Mudar” (PRB / PDT / PT / PTN / PR / PSDC / PRTB / PRP / PC do B / PT do B)

-> vereador.

Segundo seu site, “Netinho iniciou sua vida política como o terceiro vereador mais votado na cidade de São Paulo nas eleições de 2008, com mais de 84 mil votos, o que provou a simpatia e a confiança que a população paulistana tem nele”.

Suplentes: Ricardo Zarattini, aposentado, e Matilde Ribeiro, sem ocupação relatada ao TRE-SP.

Marcelo Henrique (PSOL – 500)
Sem coligação

-> nunca se elegeu.

Em seu site, ele aparece como “um companheiro que se destaca por suas iniciativas na luta permanente pelos interesses da coletividade. Desde 2000, dedica-se ao Movimento das Associações de Moradores de São José do Rio Preto, tendo presidido o Fórum das Associações de Moradores de Bairros de São José do Rio Preto – entidade que congregou mais de 100 associações de bairros – por duas vezes”.

Suplentes: Celso Lavorato, bancário e economiário, e Devanir Morari, advogado.

Marta Suplicy (PT – 133)
Coligação “União Para Mudar” (PRB / PDT / PT / PTN / PR / PSDC / PRTB / PRP / PC do B / PT do B)

-> deputada federal e prefeita.

“Marta ficou popular na década de 80, quando apresentava um quadro sobre comportamento sexual no programa TV Mulher, primeiramente na Rede Globo; depois na TV Manchete. Tem nove livros editados e foi colunista dos jornais Folha de S. Paulo e O Dia e das revistas Cláudia e Vogue”, apresenta seu site.

Suplentes: Antonio Carlos Rodrigues, vereador, e Paulo Frateschi, professor de Ensino Médio.

Moacyr Franco (PSL – 177)
Coligação “Preste Atenção São Paulo” (PSB / PSL)

-> nunca se elegeu.

Moacyr Franco é músico e humorista.

Suplentes: Marquinho Souza, comerciante, e Reinaldo Milan, servidor público municipal.

Ricardo Young (PV – 430)
Sem coligação

-> nunca se elegeu.

Diz seu site: “Ricardo sonha com uma sociedade de pessoas felizes, com qualidade de vida. Seu lema de vida é: Paz, Alegria e Serenidade. Praticante da filosofia de não violência de Ghandi, Ricardo crê que somente pela paz se alcança a evolução. Também acredita que quando as pessoas estão bem e felizes, elas estão na sua expressão máxima de inteligência, afetividade e criatividade. Já a serenidade traz paz interna”.

Suplentes: Marco Mroz, sem ocupação relatada ao TRE-SP, Mara Prado, comunicóloga.

Romeu Tuma (PTB – 141)
Sem coligação

-> senador.

“Quando ainda pertencia ao PFL, apresentou o relatório que resultou na expulsão do então Deputado Federal Hildebrando Pascoal devido aos crimes descobertos pela CPI do Narcotráfico. Emitiu parecerpela expulsão do então Deputado Estadual Carlos Gratz por envolvimento com o crime organizado no Estado do Espírito Santo”, é o que apresenta seu site.

Suplentes: Antonio Carbonari, empresário, e Murilo Campos, engenheiro.

Sergio Redó (PP – 111)
Coligação “Em Defesa Do Cidadão” (PP / PTC)

-> nunca foi eleito.

Por seu site, Redó “é consultor jurídico na área de planejamento estratégico, com especialização em administração de conflitos, é Escritor, Professor Universitário e conferencista, Presidente da Associação Paulista de Imprensa “Casa do Jornalista” Fundada em 1 de maio de 1933, Vice Presidente da ACRIMESP – Associação dos Criminalistas do Estado de São Paulo”.

Suplentes: Luis Reis, administrador, e Luiz Carlos Grecco, aposentado.

4 Comentários

Arquivado em Cidades

“Un payaso lidera las encuestas para el congreso de Brasil”

SP em notícia pelo mundo
Por Nathan Lopes

Os resultados das pesquisas de intenção de voto para deputado federal no Brasil chegaram ao exterior. Agora todos sabem que “pior que tá não fica”. Nos últimos dias, a imprensa extrangeira também mostrou o perfil de Dilma Rousseff – ressaltando o período de guerrilha -, a compra da Vivo pela Telefonica e as quase três horas que o paulistano passa no trânsito.

Para conferir as matérias na íntegra, clique no nome do jornal, abaixo das manchetes.

— 

“Un payaso lidera las encuestas para el congreso de Brasil” (Um palhaço lidera as pesquisas para o congresso do Brasil)
El Tiempo (Colômbia) 24 de setembro de 2010 

A história de Tiririca começa a ganhar espaço no exterior. Para explicar o fenômeno que ele causa por aqui, o “El Tiempo” traduziu seus slogans. “Vote por ‘Tiririca’. Peor de lo que estamos no vamos a estar”. Se fosse candidato na Colômbia, o palhaço precisaria de novas rimas. Porque, desse jeito, não se elegeria. “¿Que qué hace un diputado federal? La verdad, no tengo idea, pero vote por mi y se lo cuento”. O jornal fala ainda da campanha pelo “voto sério” e cita o candidato ao governo estadual Paulo Skaf como um de seus seguidores. Também destaca os 50 membros da equipe de Tiririca que o acompanham pelos bairros populares de São Paulo “na esperança de conquistar o coração do eleitorado”. 

— 

“El regulador brasileño da luz verde a Telefónica para la compra de Vivo” (Regulador brasileiro dá sinal verde à Telefonica para a compra da Vivo)
El País (Espanha)24 de setembro de 2010

Através de informações da agência EFE, o jornal espanhol relata a venda da Vivo para a Telefonica, o que inclui uma condição para a empresa da Espanha: estipular metas para a expansão de seu serviço. A operadora de celular deverá chegar a 35 cidades até o final de 2011. Com o prazo de um ano a mais, ampliar a cobertura da tecnologia 3G em 85 municípios, sem contar os 2.832 previstos antes do negócio. A terceira condição é a que interessa para São Paulo. A Telefonica cederá sua rede de fibra óptica à educação pública para a conexão das universidades paulistas do sistema público. A operação custou 9,7 bilhões de dólares. 

 

“The former Marxist guerrilla who is set to become Brazil’s first woman president” (A ex-guerrilheira marxista prestes a ser tornar a primeira presidente do Brasil)
The Daily Telegraph (Inglaterra)18 de setembro de 2010

A matéria, de Harriet Alexander, destaca, abaixo do título, que a candidata à presidência Dilma Rousseff participou de uma organização guerrilheira que roubou 2,5 milhões de libras da poupança de um ex-governador de São Paulo. A fase em que participou da guerrilha é apresentada com ênfase no texto, dizendo que ela já foi chamada de “Joana D’arc da subversão”. Depois, o jornal continua mostrando um perfil daquela que pode ser a primeira mulher a assumir o comando da maior economia da América Latina. São Paulo aparece através das opiniões de pessoas na rua. O agente de viagem Araken de Carvalho disse que, no Brasil, as eleições são tratadas como samba. “Se ouvimos um bom, vamos com ele. Dilma é um samba muito bom”. Já o professor de fotografia Gabriel Malard opinou que Dilma não aparece carismática e agradável, além disso, que seu sucesso é devido inteiramente à Lula. “Mas vou continuar votando nela”. O destaque para os eleitores de São Paulo, “o brilhante coração do moderno e profissional Brasil”, normalmente não apóiam Lula. “As elites educadas são hesitantes em relação à sua política populista e ri de seu sotaque rural e inculto”, comenta o jornalista. Como contraponto, foi ouvida a opinião do ator Carlos Vereza. “Lula escolheu Dilma porque Dilma significa um terceiro mandato de Lula e a continuação de seu projeto populista-autoritarista”.

 

“Habitantes de São Paulo pierden 27 días del año en el tráfico vehícular” (Habitantes de São Paulo perdem 27 dias do ano no tráfego veicular)
El Tiempo (Colômbia) – 23 de setembro de 2010

 

O jornal comenta as duas horas e quarenta dois minutos gastas para locomoção na cidade. Ele também observa que, no Dia Mundial sem Carro, ocorrido um dia antes, São Paulo viveu um dia de caos habitual com avenidas e ruas engarrafadas. E apresenta, ainda, dados de uma pesquisa do IBOPE com a população. 68% das pessoas considerou mal ou péssimo o trânsito na cidade.

 

Deixe um comentário

Arquivado em SP em notícia pelo mundo

Gelo e a polêmica de Soninha em 140 caracteres

SP em 140 caracteres
Por Nathália Soriano

@rairaventurieri

Os pingos d’água caíam como tapas na minha cara. Me cegavam. Era São Paulo retribuindo o amor.     
via Twitter for iPhone 

@SoninhaFrancine

Metrô de Spaulo tem problemas na proporção direta da proximidade com a eleição. Coincidência? #SABOTAGEM #valetudo #medo     
via web 

@astridfontenell

ta chuvendo gelo em SP??! ai coitado do carro! alegria do martelinho de ouro!!     
via Twitter for iPad 

@Hamilton_K

Véspera de dia mundial sem carro em São Paulo: frio, chuva, enchente, pane no metrô. Tudo culpa da “oposição”   
via web 

@themansfield

Datena:”Guarulhos ta parecendo Suiça” …Caro amigo presta atenção no que voce diz…Guraulhos parece a Suiça ??? anhhh, Hellooooooooooooo    
via web 

@TiagoLeifert

E a cidade está… Normal (leia-se CAOS)     
via Twitter for iPhone 

@rafinhabastos

Metereologistas anunciaram sol em SP… nevou. Uh! Quaaase, hein? Parabéns a todos os envolvidos.
via Dabr

@andybizzo 

Lei Cidade Limpa em SP? Sei, e por que político pode? http://bit.ly/9zo8g6 Boa. 
via web

Deixe um comentário

Arquivado em SP em 140 caracteres

“Nós não somos insensíveis”

O promotor Francisco Cembranelli valida a cobertura midiática em situações que chocam a opinião pública e confessa o seu envolvimento emocional nos casos em que atua

Por José Roberto Gomes Júnior, Priscila Pires e Raphael Scire

A morte da menina Isabella Nardoni, em março de 2008, abalou o País e gerou uma onda de informações e conteúdos por parte da mídia. Passados dois anos do incidente, os meios de comunicação novamente bombardearam o público com notícias, só que desta vez sobre o julgamento dos acusados de cometerem o crime, o pai Alexandre Nardoni e a madrasta Ana Carolina Jatobá, considerados culpados pelo Júri.

Foi exatamente por causa disso que o nome de Francisco José Taddei Cembranelli, 49 anos, ficou conhecido nacional e internacionalmente. A atuação do Promotor de Justiça no caso foi ao encontro do anseio público, de modo que o resultado do julgamento veio a impulsionar sua carreira e significou a apoteose do caminho profissional.

“Sou vítima da violência da mesma forma como qualquer ser humano”

Mesmo durante o curso do julgamento do Caso Isabella, Cembranelli não abandonou os demais casos em que trabalhava. “Nunca me afastei das minhas outras funções. Sempre fiz Júri, mesmo durante os momentos mais críticos do Caso Isabella”. Reconhece, entretanto, que teve a rotina alterada, em parte por conta do assédio da imprensa, ávida por novas informações a respeito das investigações.

“Se disser que tratei do Caso Isabella e que ele representa para mim exatamente a mesma coisa que qualquer outro caso, estaria mentido. Houve uma dedicação extrema, que costumo dispensar aos casos que passam por mim

Ele admite que até os profissionais do Direito são sensibilizados em julgamentos como esse. “Antes de ser promotor, sou cidadão, sou pai de família. Sou vítima da violência da mesma forma como qualquer ser humano.”

“Respeito profundamente o trabalho da imprensa, entendo que ela deve exercer esse papel de informar”

Em relação à aplicação da lei, Cembranelli é claro em suas opiniões: “Não podemos estabelecer essa visão maniqueísta de que só os bons merecem a aplicação dos direitos”. Ele afirma, também, que precisa haver uma discussão mais aprimorada acerca dos direitos sociais no Brasil e que se faz necessária uma atuação conjunta entre Governo e ONG´s para que o país assuma uma posição de primeiro mundo no que diz respeito aos direitos humanos.

Na semana que vem, o EspelhoSP publica a íntegra da entrevista com o promotor Francisco Cembranelli.

3 Comentários

Arquivado em Cidades

Candidatos ao governo de SP

Por Nathan Lopes

No próximo dia 3 de outubro acontece o primeiro turno das eleições 2010. O EspelhoSP apresenta dados dos candidatos que concorrem ao governo do estado de São Paulo. Os nove concorrentes estão, na lista abaixo, em ordem alfabética.

Aloizio Mercadante (PT – 13)
Coligação “União Para Mudar” (PRB / PDT / PT / PTN / PR / PSDC / PRTB / PRP / PC do B / PT do B)

–> duas vezes deputado federal e senador.

Em seu site oficial, ele é apresentado como “economista de profissão, marido de Maria Regina, pai de Mariana e Pedro, nascido em Santos em 13 de maio de 1954, político de coração, caminho que começou a trilhar nos anos 80 até se tornar um dos nomes mais respeitados do país”.

Vice: Coca Ferraz (PDT), professor do Ensino Superior.

Anaí Caproni (PCO – 29)
Sem coligação

–> nunca se elegeu. (Ainda aparece como candidata à prefeitura de São Paulo em sua página no site do PCO).

No site, o histórico diz que ela “se formou técnica em eletrônica na E.T.E Lauro Gomes, escola técnica profissionalizante que era mantida pelas montadoras do ABC. Atualmente, está cursando a faculdade de Direito no Largo São Francisco, curso este que, nas próprias palavras da candidata, ‘é importante para quem tem uma atividade política intensa’”.

Vice: Afonso Teixeira (PCO), tradutor, intérprete e filólogo.

Celso Russomano (PP – 11)
Coligação “Em Defesa Do Cidadão” (PP / PTC)

–> quatro vezes deputado federal.

Apresenta-se, em seu site, como “autor e relator de vários Projetos e Leis que alteram o Código de Defesa do Consumidor e a Legislação correlata. Foi Membro da Comissão do Código Brasileiro de Trânsito, do Novo Código Civil, do Estatuto do Idoso, relator do Estatuto do Torcedor, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, da lei que institui Assinatura Digital, entre dezenas de outras”.

Vice: Silvio Seixas (PP), advogado.

Fábio Feldmann (PV – 43)
Sem coligação

–> três vezes deputado federal.

“Advogado, administrador, parlamentar constituinte, pai de três filhos, militante em defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável desde os anos 70 e agora candidato ao governo do Estado de São Paulo”, é o que afirma, em seu site, o candidato.

Vice: Rogério Menezes (PV), professor do Ensino Superior.

Geraldo Alckmin (PSDB – 45)
Coligação “Unidos Por São Paulo” (PMDB / PSC / PPS / DEM / PHS / PMN / PSDB)

–> vereador, prefeito, deputado estadual e deputado federal duas vezes, vice-governador, governador e secretário de Desenvolvimento de São Paulo.

O perfil, apresentado em seu site, é o seguinte: “Nasceu em Pindamonhangaba em 7 de novembro de 1952. Sempre estudou em escola pública, como tantas outras crianças do Brasil. Aos 19 anos, iniciou sua carreira na vida pública como vereador mais votado da cidade. Na época, cursava o primeiro ano de Medicina e dava aulas particulares para pagar a faculdade”.

Vice: Afif Domingos (DEM), administrador.

Igor Grabois (PCB – 21)
Sem coligação

–> nunca se elegeu.

O candidato possui apenas um canal de acesso público na internet, seu twitter.

Vice: Wagner Farias (PCB), servidor público municipal.

Mancha [Luiz Carlos Prates] (PSTU – 16)
Sem coligação

–> nunca se elegeu.

Sua biografia está indisponível em seu site.

Vice: Eliana Ferreira (PSTU), advogada.

Paulo Bufalo (PSOL – 50)
Sem coligação

–> duas vezes vereador.

Em seu site, apresenta-se como “engenheiro e professor de escola técnica pública do Centro Paula Souza e mestre em educação pela Unicamp. Como professor desde 1994, foi diretor de base e regional do sindicato da categoria, o Sinteps. Em 2000 atuou de forma intensa na construção da greve por melhores salários e de resistência ao sucateamento das escolas técnicas de São Paulo”.

Vice: Aldo Santos (PSOL), servidor público estadual.

Paulo Skaf (PSB – 40)
Coligação “Preste Atenção São Paulo” (PSB / PSL)

–> nunca se elegeu. 

Seu perfil, presente em seu site, apresenta trechos de sua vida ditos pelo próprio candidato. “Da minha infância, guardo na memória uma lembrança especial – as palavras que meu pai costumava repetir: ‘Filho, nunca se esqueça, as pessoas não são obrigadas a tratar, mas são obrigadas a cumprir tudo aquilo que tratam’. Isso nunca saiu da minha cabeça”.

Vice: Marianne Pinotti (PSB), médica.

Deixe um comentário

Arquivado em Cidades