Arquivo do mês: junho 2010

Frio tem gosto de…?

Confira dicas de lugares em São Paulo onde você pode saborear algumas das delícias de inverno.

por Priscila Pires

CHOCOLATE QUENTE

Chocolate Italiano, do Anusha Chocolates


No Anusha Chocolates, o chocolate quente sai por R$ 3,00 (pequeno).

Horário de funcionamento: Seg-Dom das 10h00 às 20h00

Endereço: Rua Comendador Miguel Calfat 420, Vila Nova Conceição. Tel:  (11) 3045-6054

No Valrhona, o chocolate quente tradicional custa R$ 6,00 (pequeno).

Horário de funcionamento: Seg-Sab das 10h00 às 22h00 // Dom das 14h00 às 20h00 // Feriados das 14h00 às 20h00

Endereço: Alameda Lorena, 1818, Jardim Paulista. Tel: (11) 3068-8899

No bar e restaurante Pé de Manga, a novidade é o ChocoMenta, chocolate com licor de menta (R$ 12,00).

Horário de funcionamento: Seg-Sex das 12h00 às 15h00 e das 18h00 às 02h00 // Sab das 12h00 às 02h00 // Dom das 12h00 às 22h00

Endereço: Rua Arapiraca, 152, Vila Madalena. Tel: (11) 3032-6068

FONDUE

Fondue de queijo do Chalezinho


Era uma vez um Chalezinho

Entre as opções, está o Rodízio de fondues de carne ao óleo, queijo suave e chocolate Lausanne (R$ 79,10 por pessoa) e o Fondue do chocolate suíço Lindt (R$ 98,00).

Cardápio (em .pdf)

Horário de funcionamento: Todos os dias, a partir das 18h00

Endereço: Rua Itapimirum, 11, Morumbi. Tel: (11) 3501-9322

Bistrô Crêpe de Paris

Fondues a Raclette (R$ 59,00 por pessoa), de queijo (R$ 39,00 por pessoa), de carne (R$ 44,00 por pessoa) e de chocolate (R$ 26,00 por pessoa) podem ser servidos no Terraço Parisiense, a céu aberto.

Horário de funcionamento: Todos os dias, das 12h à 1h (exceto domingo e segunda à noite).

Endereço: Rua Augusta, 2542, Cerqueira César. Tel: (11) 3063-1675

Hannover

Restaurante que serve exclusivamente fondues, conta com uma programação “VIP”.

Toda 2ª e 3ª feira ‘elas’ tem 50% de desconto na opção de rodízio de fondues. Toda 5ª feira, na opção de rodízio, a cada duas pessoas pagantes o rodízio da terceira pessoa é grátis*. Às quartas e domingos, o rodízio é grátis para cada mulher acompanhada de um homem pagante.

*O rodízio grátis a ser servido será igual ao rodízio do pagante.


Os fondues são servidos no esquema de rodízio, combinado ou á la carte.

Horário de funcionamento: De março a novembro, todos os dias, a partir das 18h00

Endereço: Avenida Cotovia, 445, Moema. Tel: (11) 5561-5411


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Oooops

Por Raphael Scire

A novela Passione, da Rede Globo, é ambientada em São Paulo, certo? Certo, mas no capítulo de ontem, 22/06, uma falha enorme escapou do controle da equipe cenográfica. Na cena em que Durvalina (Claudia Mello) é presa, após sofrer a denúncia de Felícia (Larissa Maciel) por ter cometido o aborto em Fátima (Bianca Bin), a viatura policial que aparece no vídeo é… da Polícia do Rio de Janeiro. Será que os policiais cariocas realmente se deslocariam até São Paulo para prendê-la?

 

Cena da prisão com carro da Polícia do Rio de Janeiro

O vídeo da cena pode ser conferido aqui.

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O novo no que é novo

O carioca Felipe Absalão ganha fama no stand-up, o gênero humorístico que mais tem conquistado nos últimos anos  

Por Nathan Lopes 

Um dos jovens humoristas do país, Felipe Absalão tem se destacado no stand-up. Foi este gênero humorístico que o levou à televisão. Ele ficou conhecido do grande público ao aparecer no quadro “Pistolão”, do “Domingão do Faustão”, no qual um famoso apresentava uma atração de que havia gostado para o Brasil inteiro. Sua pistoleira era a atriz Márcia Cabrita. Por causa dela, a imitação de Antônio Fagundes deixou de ser vista por centenas para chegar a milhões. Esta virou sua marca, assim como as de Selton Mello e Alexandre Frota. 

Mas ele tem mais a mostrar. São suas observações do cotidiano, típicas da comédia que precisa apenas de um microfone e, claro, um humorista. “Celular de novela: aquilo lá pega até no oceano”, foi uma de suas tiradas. Elas lhe proporcionaram vários convites para apresentar-se em palcos de stand-up em São Paulo, como o “Comédia Ao Vivo”.   

Nesta entrevista ao EspelhoSP, Absalão faz uma análise do gênero stand-up, que, segundo ele, tem um grande motivo para ter dado certo no Brasil.  “Qualquer lugar que tenha um microfone e um foco de luz está apto a receber um show de stand-up. Se tornou um grande negócio”, comentou o humorista. Claro que esse cenário de nada serviria sem a criatividade dos comediantes. E a de Felipe Absalão o coloca como um dos novos nomes do gênero que só tem crescido no país. 

 

– O que o stand-up tem que os outros estilos humorísticos não tem? 

O estilo. No stand-up existem “regras” que devem ser respeitadas. Por exemplo: cada um escreve o seu texto, não pode usar piadas conhecidas, como as de português, de papagaio, não pode usar trilha sonora, cenário, personagem, iluminação especial… Nada! É apenas o ator, seu texto e um microfone. 

 

– Qual é a vantagem dele?
A vantagem é que, por não ter cenários, iluminação e outros recursos, se torna um show “fácil” de montar, pois não exige investimentos e nem depende de patrocínio. Qualquer lugar que tenha um microfone e um foco de luz está apto a receber um show de stand-up. As empresas também saem ganhando ao contratar este tipo de show porque ele não exige uma preparação inicial. Se tornou um grande negócio.
 

– O stand-up, então, pode ser considerado um gênero teatral?
Claro que sim. Embora seja um estilo mais coloquial – como um bate papo com a plateia -, existe um texto e uma interpretação dele. Além de estar em cartaz em teatros.
 

 

– Você e seus colegas têm conseguido lotar teatros, algo que atores consagrados há muito tempo não vinham. Há algum preconceito no meio artístico por causa disso?
Não, pelo contrário. Eles vêm assistir ao show, gostam e voltam. Muitos têm conversado comigo querendo experimentar o estilo. Eu dou a maior força. O Bemvindo Siqueira, por exemplo, tem se apresentado comigo e hoje é um grande amigo. Eu sempre tive um retorno muito carinhoso de todos que prestigiaram meu trabalho.
 

– Qual é a diferença de um show de stand-up em São Paulo e de um no Rio de Janeiro? É o tipo de piada, o tempo da piada? Ou o público pede basicamente a mesma coisa?
A diferença vem dos atores. Cada um impõe seu estilo e sua linha de textos. Como o stand-up fala sobre o cotidiano, provavelmente vamos ver muitas piadas regionais. Rio de Janeiro com as praias e São Paulo com o trânsito, por exemplo. O ideal é sempre o ator buscar adaptar seu texto quando vai se apresentar em outras cidades. O público é o mesmo em qualquer lugar, ele quer rir, o riso é universal. Se não rirem pode ter certeza de que a culpa é do ator e não da platéia. O público sempre busca um show de humor para rir.
 

– O stand-up é um gênero mais masculino do que feminino em relação aos humoristas? E em relação ao público?
Não. Como ele fala do cotidiano, mulheres são sempre bem vindas. O que presenciamos é uma quantidade muito pequena de mulheres experimentando o stand-up. Deveria ter muito mais. Por isso, o estilo é naturalmente masculinizado. Eu sempre gosto quando tem mulheres dividindo o palco comigo. Assim, se tem uma visão do universo delas.
 

– Em entrevista ao “EspelhoSP”, a atriz Fabiana Karla disse que não gosta muito de stand-up pela quantidade de palavrões que é dita. Essa é uma característica do estilo ou é o público que pede por isso?
Palavrão não é uma característica do stand-up, mas faz parte. Ela pode ter assistido a um show com um ator que falou muitos palavrões. Tem plateias que gostam e outras que não. O ideal é o ator ter um bom número de textos e, ao perceber a linha que o público está gostando mais, seguir por ela.
 

– Por que demorou para o gênero chegar aqui? Afinal, nos Estados Unidos, ele é consagrado há décadas.
A demora foi apenas por questões culturais. No Brasil, estávamos acostumados com um outro tipo de show. Foi a chegada do seriado Seinfeld que alavancou o gênero por aqui. Seinfeld foi um grande divisor de águas no stand-up brasileiro.
 

– Você tem visto alguma transformação no stand-up brasileiro nos últimos anos?
Não transformação porque está muito recente por aqui. O que vejo é um crescimento de público e de atores.
 

– Apresentar-se sem ter um personagem: isso é uma vantagem ou uma desvantagem?
Não vejo como desvantagem e sim como um desafio. Se não gostarem de um personagem, não gostaram do personagem. Se não gostarem de você, não gostaram de você. É mais desafiador entrar com a “cara limpa”.

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Exilados

Por Flávia Leal

O filme do diretor gaúcho Paulo Nascimento conta a trajetória de um grupo de brasileiros envolvidos na luta armada durante a ditadura militar. Em teu nome evidencia o período de maior perseguição política após a decretação do Ato Institucional número 5 (AI-5), e as frequentes crueldades das torturas aos presos políticos e o posterior exílio em outros países.

O protagonista é o estudante de engenharia João Carlos Bona Garcia, com boa interpretação de Leonardo Machado. Já seu par romântico e companheira durante o exílio, interpretada por Fernanda Moro, não se encaixou bem à trama e a atuação não empolga. Entretanto, outras performances que se destacam são a dos atores Silvia Buarque e Marcos Paulo.

O grupo de Bona, militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), teve o nome relacionado ao sequestro do embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher, comandado por Carlos Lamarca. Porém, foram beneficiados com isso, pois em troca da libertação do diplomata foram soltos e depois exilados. O filme mostra bem as dificuldades enfrentadas no regime de Pinochet no Chile e as adaptações a outros países, como Argélia e França.

Premiado com quatro kikitos no festival de Gramado de 2009, o filme faz um bom panorama desse período da história brasileira, mas o roteiro não é instigante. A sensação que passa em alguns momentos é de uma repetição de lugares-comuns. Porém polemiza a questão da anistia. Debate à tona.

Assista ao trailer:

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