Arquivo do mês: maio 2010

Ainda dá tempo!

Por José Roberto Gomes Júnior
Luma Pereira (especial para o ESPELHOSP)

Se você ainda não foi assistir Alice no País das Maravilhas, não perca esse final de semana! 

O filme, dirigido por Tim Burton e estrelado por Johnny Depp, Anne Hathaway e Christopher Lee é exibido em algumas salas de cinema da capital paulista em diversos horários (veja abaixo que locais estão com a película em cartaz).

A trama gira em torno da jovem Alice, interpretada por Mia Wasikowska, uma jovem de 17 anos que passa a seguir um apressado coelho branco. Nessa andança, acaba entrando em um buraco que a leva ao País da Maravilhas – curiosamente, um local que já visitara, mas do qual não consegue se lembrar. Recepcionada pelo Chapeleiro Maluco (Depp), Alice começa a descobrir os seres fantásticos e mágicos que vivem naquele mundo, como a poderosa Rainha de Copas (Helena Bonham Carter).

Assista ao trailer do filme:

Onde assistir:
DUBLADO:
Anália Franco
Boa Vista
Boulevard Tatuapé
Bourbon (IMAX 3D)
Butantã
Center Norte
Center Plaza
Continental
Eldorado (3D)
Interlagos 
Interlar Aricanduva
Itaim Paulista
Jardim Sul
Market Place
Metrô Itaquera
Metrô Santa Cruz
Metrô Tatuapé
Penha
Plaza Sul
Santana Plaza
Shopping D
SP Market
Villa Lobos
West Plaza

LEGENDADO:
Bourbon IMAX 3D
Bristol
Cidade Jardim
Eldorado 3D
Iguatemi
Market Place
Metrô Santa Cruz
Pátio Higienópolis
Pátio Paulista Cinemark
Villa Lobos

Boa sessão!

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Copa em São Paulo: rixa, discussões e indefinição

Por Nathan Lopes

Pouco mais de duas semanas para a Copa do Mundo na África do Sul e aqui no Brasil a discussão continua. Na verdade, as discussões continuam. Uma é tradicional: a sobre os vinte e três convocados para a seleção. Esta geralmente rende uma série de comentários negativos para o técnico. Hoje, Dunga sofre uma tempestade de ofensas. Há oito anos, Felipão suportou uma chuva moderada e foi campeão da competição. Entre os dois, Carlos Alberto Parreira convocou os “melhores”, na visão da crítica futebolística. Caiu nas quartas-de-final. Bem, mas este blog chama-se “EspelhoSP” e o que interessa é a outra discussão: os estádios para a Copa no Brasil, mais especificamente o paulista. Afinal, assim que a final do dia 11 de julho acabar, vai começar a contagem regressiva para a próxima edição, daqui a quatro anos.

Vista aérea do Morumbi - Reprodução do Wikipédia

Em São Paulo, não parecia haver dúvida de que o Morumbi seria o local das partidas. Porém, sempre surge uma notícia aqui, outra lá. A última apareceu ontem, no Blog do Juca Kfouri. “Confirmado: Piritubão abrirá a Copa” era o título de seu texto. O estádio, que até apelido já tem, possuiria não somente um campo de futebol, mas um centro de convenções e um parque de exposições, além de poder ser utilizado para shows e outros eventos. Fica difícil entender o porquê da decisão por construir mais essa arena, sendo que a cidade conta, além do Morumbi, com o Palestra Itália, o Canindé, o Pacaembu, além de outras menores, como os estádios do Ibirapuera e da Rua Javari. Eles já atendem a demanda de jogos de futebol na capital paulista.

A compreensão fica mais complicada quando se lembra que o Palestra acabou de ser fechado para reformas. Até 2012, será transformado em uma arena multiuso com capacidade para 45 mil torcedores, a mesma do Piritubão. Por qual motivo construir um estádio sendo que um, com características idênticas, já está sendo feito? Outra: Pirituba possui uma estação de trem da CPTM, um transporte de trilhos não tão rápido quanto o metrô, que serve a arena palmeirense. No caso desta, apenas precisariam ser feitos alguns ajustes em seu entorno para melhorar a infra-estrutura, enquanto Pirituba teria de ganhar um volume maior de investimentos e não receberia uma estação de metrô por falta de tempo hábil para a construção.

Aliás, este é o ponto em que se tem certeza de o Morumbi ser o escolhido. Está prevista para 2012 a inauguração de uma estação do metrô nas proximidades do estádio, a qual foi projetada justamente para atender seu público. Todo um planejamento para os jogos da Copa em São Paulo, por mais débil que tenha sido, foi feito em torno da arena são-paulina. Além disso, o estádio pode receber mais de 65 mil pessoas, estará localizado próximo do International Broadcasting Center (IBC) – se nada mudar até lá – e sua região passará por reformas visando melhor atender os torcedores, como a criação de bolsões de estacionamento.

Comenta-se que a polêmica sobre o estádio da capital paulista na Copa do Mundo só acontece por causa de uma rixa entre o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio. Teixeira, diga-se de passagem, também preside o comitê organizador da competição e é o defensor do Piritubão. Os dois divergiram quanto ao candidato na última eleição para a presidência do Clube dos 13, que representa os times de futebol do país. Uma posição política criou essa situação. O que era certo passou a ser duvidoso. E essa dúvida pode representar alguns milhões a mais no final da conta, caso seja levada adiante. Nessa história, parecem ter esquecido de ver o que é melhor para a cidade, a qual perde um precioso tempo em discussões ao invés de se preparar para o evento.

E qual é a sua opinião sobre o estádio de São Paulo na Copa do Mundo de 2014? Participe da enquete.

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Dicas para o fim de semana

Por Priscila Pires

Sabadão chegando e você ainda não decidiu o que fazer? Tudo bem, o Espelho SP tem algumas dicas.

Se você é do tipo que prefere um barzinho, que tal um pub? No O’Malley’s a tarde promete ser regada a muita Heineken.

Curtiu? Então aproveite: Heineken Rugby Cup Final será transmitida às 13h (na compra de um balde de Heineken você leva um copo) e às 15h30 é a vez da UEFA Champions League Final (o brinde dessa vez é um scarf). À noite, rola música ao vivo com Superfly (rock, funk e black). A entrada é R$ 15,00 para as mulheres e R$ 25,00 para os homens – se você for embora antes das 22h, só paga o que consumir.

O O’Malley’s fica na Alameda Itu, 1529, Jardins.

E para aqueles que perderam a Virada Cultural, neste sábado e domingo as cidades de Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Caraguatatuba, Franca, Indaiatuba, Jundiaí, Marília, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santa Bárbara d’Oeste, São Carlos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e a Região Metropolitana da Baixada Santista receberão a Virada Cultural Paulista (inspirada na Virada aqui de Sampa).

Cat Power

A cantora americana Cat Power se apresenta em Jundiaí (22/05) e São José dos Campos (23/05).

Para mais informações sobre a programação, acesse o site: cultura.gov.

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De bem com o corpo

Por Raphael Scire

Armar-se de bom humor foi a maneira encontrada pela atriz Fabiana Karla, de 34 anos, para afastar de si o preconceito por sempre ter sido gordinha. Na verdade, ela própria diz que nunca passou por situações constrangedoras e que, no quesito relações amorosas, costuma se dar muito bem. “Sempre tive namorados muito bonitos, modéstia à parte”, diverte-se.

“Em cartaz em São Paulo com a peça Gorda, Fabiana vive Helena, uma bibliotecária que engata um relacionamento com Tony, um homem cujas atitudes estão sempre pautadas pelo olhar da sociedade – carregado, sempre, de preconceito contra as minorias. A relação dos dois tem de passar pelo crivo dos amigos dele e expõe de forma ácida a maneira como os gordos (e também outras minorias, como os gays e os mais velhos, por exemplo) são vistos pelos outros. “É uma peça transformadora, que alfineta as pessoas”, define ela.

 Fabiana, assim como sua personagem na peça, diz que sempre lançou mão de piadas sobre si mesma como forma de defesa. “Fiz isso a vida inteira. Eu sempre me protegi muito por meio das minhas brincadeiras”, conta. O fato de ter sempre brincado com a situação, antes mesmo que alguém fizesse a primeira piada, lhe ajudou a exercitar a sua veia cômica. “Foi um ótimo exercício para a minha comédia.” Ela pondera que as brincadeiras que fazia não eram depreciativas e também que sempre tomou o cuidado para não ofender nem constranger quem estivesse ao seu redor.

Arma inteligente. Para a atriz, uma das melhores formas para lidar com o preconceito é fazer uso da inteligência. “É muito chato você ser didático, não tem fórmula para você explicar para as pessoas o que está errado. Quem vai dizer o que está errado?”, questiona.

Segundo Fabiana, homens são mais grosseiros que as mulheres na hora de demonstrarem o que pensam quando se referem aos gordos. “O homem é mais largado, não mede o que fala entre os amigos. É da natureza dele.” Porém, faz questão de salientar que nunca foi hostilizada pelo fato de ser gorda. E admite que a fama pode ser uma “blindagem” contra isso. “O fato de ser famosa pode, sim, ter afastado o preconceito.”

Hoje, Fabiana verifica uma mudança no comportamento das pessoas quando se trata de relacionamentos. “Elas começam a perceber que existe mais do que o físico.” Notou que muitas relações deixaram de ser pautadas pela ditadura da beleza e pelo culto ao corpo perfeito, e voltaram-se para o que as pessoas são internamente e para o que têm para oferecer aos outros.

A própria peça, que provoca uma reflexão sobre como a sociedade lida com os gordos, é uma maneira que Fabiana encontrou para contribuir para a aceitação dos gordinhos. “A partir do momento em que você se observa e se ama mais, você passa a fazer coisas que são importantes para a sua vida.” Cita o convívio com pessoas que ama, sobretudo a família, como algo essencial para fazer com que as pessoas se sintam bem com elas mesmas.

 Levantando a bandeira do bem-estar e da felicidade, Fabiana leva sua mensagem para todos de forma alegre e bem humorada, combatendo, assim, as crenças preconceituosas que ainda existem na sociedade, ainda que camufladas em pequenos olhares e bocas tortas. “Uma pessoa esclarecida não vai ter tanto preconceito”, acredita.

Protagonista. O convite para participar de Gorda pegou a atriz de surpresa. Em 2008, quando estava de férias na Argentina, ela se deparou com o cartaz do espetáculo em Buenos Aires. O título foi o que mais chamou a sua atenção. Como já estava com a viagem de volta marcada, ela não conseguiu assistir à montagem portenha. Voltou para cá decidida a comprar os direitos autorais e produzir a peça.

Para sua surpresa, no entanto, os direitos já haviam sido adquiridos. Outros trabalhos foram surgindo até que Fabiana recebeu o telefonema de uma das produtoras da peça, convidando-a para ser a protagonista. “Eles me perceberam”, conta.

Surpreendente em cena, Fabiana mostra uma faceta menos humorística, diferentemente do que o grande público conhece. “Estou me descobrindo nessa fase mais dramática e estou adorando”, fala. Para tanto, ela teve de mergulhar de cabeça no papel de Helena.

No palco, Fabiana aparece vestida de lingerie e de maiô, e tal fato teve de ser muito bem trabalhado por ela mesma. “Eu não podia ter preconceito contra o meu corpo. Caso contrário, não poderia tratar do assunto no palco.” O apoio do diretor Daniel Veronese e do restante do elenco foi fundamental para que ela construísse a personagem da maneira mais corajosa possível.

Projeto fashion. Fabiana ficava aborrecida quando não encontrava roupas para o seu tamanho. “Sou muito vaidosa e, quando não achava o que queria, me sentia muito incomodada”, confessa. Hoje, porém, diz que tal situação mudou, pois, sempre que precisa, recorre a costureiras, e também aprendeu a lidar com o próprio corpo. “Eu já tive 60 quilos e, naquela época, não tinha a maturidade que tenho agora. Hoje sei o que eu posso usar a meu favor”, comemora.

O seu grande sonho é criar uma grife de roupas para as mais cheinhas, para que outras mulheres não passem pelas mesmas situações que passou. O ritmo acelerado dos trabalhos e o acúmulo de tarefas, porém, fazem com que a atriz tenha de adiar um pouco a realização do projeto de moda. “Não tive tempo para me dedicar a essa grife, mas a vontade (de criá-la) é enorme.”

Mãe de três filhos – de 10, 11 e 12 anos -, divide-se entre a atenção aos pequenos, a peça em cartaz e as gravações do programa humorístico Zorra Total, da Rede Globo, além de eventuais trabalhos no cinema, como a participação no novo filme do ator e diretor Selton Mello, O Palhaço. Com tanta coisa para fazer, a vida amorosa acabou ficando um pouco de lado. “Meu namorado, agora, é o meu trabalho”, brinca.

Vida dedicada ao riso

A atriz Fabiana Karla é conhecida do grande público pelos papéis de destaque que já interpretou na telinha. Começou como a empregada Célia, em Mulheres Apaixonadas (2003), novela da Rede Globo. O jeito engraçado e cativante da doméstica fofoqueira a ajudou a conquistar um espaço maior na emissora.

Naquele mesmo ano, passou a ocupar o quadro fixo de humoristas do programa Zorra Total. Entre as personagens mais famosas, estão a personal trainer para novos ricos, Gislaine, cujo bordão “isso não te pertence mais” caiu rapidamente na boca do povo, e a nutricionista Dra. Lorca, que diz o que seus pacientes podem e não podem comer.

No teatro, atuou nas peças Hoje Me Chamo Dinorá (2008), na qual dividiu o palco com a veterana Laura Cardoso, e Balaio de Gatos (2009). No cinema, mostrou o seu talento em A Máquina (2006), de João Falcão, e na adaptação da peça Trair e Coçar é Só Começar (2006). Em todas as produções , a faceta humorística deu o tom à sua atuação e mostrou o que Fabiana sabe fazer de melhor: levantar o astral.

Reportagem originalmente publicada no Suplemento Feminino do jornal O Estado de São Paulo

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Porta fechada

Por Nathan Lopes

Nem sempre é um problema mecânico que, por exemplo, faz as portas de um trem da CPTM não abrirem. O “SPTV 2ª edição” da última sexta-feira [veja aqui] mostrou o que estava acontecendo há duas semanas na estação Guaianazes. Quando a composição chegava na plataforma, quem estava dentro não conseguia sair por uma determinada porta; e quem estava fora, entrar. Dois jovens bloqueavam o mecanismo de abertura com uma ferramenta para evitar que o vagão ficasse lotado. Segundo reportagem de Carla Modena e Marcos Politi, a dupla só permitia a abertura das portas no Brás, cinco estações depois. Eles foram levados para a delegacia e poderão responder por crime contra o patrimônio público apenas se for comprovado pela perícia algum dano no trem.

A ferramenta que bloqueava a porta do vagão (Reprodução - TV Globo)

Se observarmos a atitude deles apenas do ponto de vista da ética e da moral dentro de uma sociedade, não resta dúvida de que ela está errada. Mas podemos tentar compreendê-la através do dia a dia deles, no qual vagões estão sempre lotados, a viagem até o destino demora. Enfim, tudo que contribui para ficarem estressados logo pela manhã, quando praticavam tal ação. Talvez por não suportarem ver essa cena diariamente, tenham decidido impedir a abertura das portas. E talvez por gostarem disso, os passageiros de dentro de vagão, que sabiam da razão do problema, não tenham falado nada por quinze dias. Com a ação da dupla, eles obtinham algo pelo qual ansiavam: conforto.

Nós podemos não travar portas, mas também temos o mesmo objetivo quando descemos na estação Ana Rosa ao invés da Paraíso, quando esperamos o ônibus das 20h30, mais vazio (ou menos cheio, depende de como se vê a questão) que o das 20h. De certa forma, contornamos o problema na medida do possível. O que os dois fizeram também foi um contorno, mas um prejudicial a outras pessoas.

Não defendo o que foi feito por eles. Defendo o objetivo que eles tinham. Ter transporte público mais confortável é um direito nosso. Se o trem da CPTM fosse mais rápido, se houvesse mais composições, eles não fariam isso. Não estariam atuando como sardinha dentro dos vagões e pensando, ao mesmo tempo, em uma solução, a qual foi bloquear as portas com uma ferramenta. Do contrário, poderiam viajar tranquilamente, ouvindo música, conversando, lendo um livro. Arrumando o transporte, a única preocupação será chegar ao destino. Nada sobre como melhorar, com as próprias mãos, o que acontece no trajeto até lá.

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Querem, de novo, derrubar o Minhocão

Por Nathan Lopes

Na semana passada, um assunto que parecia esquecido voltou à tona mais uma vez. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, apresentou um projeto que prevê a demolição do Elevado Costa e Silva, o “Minhocão”. Trata-se é uma das obras viárias mais criticadas, contestadas e odiadas – principalmente por quem é vizinho à construção – de toda a cidade. Talvez apenas seu construtor, Paulo Maluf, veja algo de bom nesse pontilhão. O “doutor Paulo” não deve enxergar – ou prefere não falar sobre – os defeitos de um dos filhos que deixou espalhados pela cidade, assim como todo pai faz com sua prole.
O “Minhocão” está bem próximo às janelas de apartamentos residenciais. Nunca estive em um desses, mas o barulho do trânsito de veículos a todo instante deve ser insuportável. Haja janela antirruído! Sem contar que ele é uma via sobre outra, serve de moradia para sem-tetos, tendo, ainda, denegrido a imagem da região.
Porém, há que se pensar em uma coisa: com a demolição do elevado, como será a ligação da Praça Roosevelt, no centro, com a Barra Funda, na zona oeste? O movimento de carros e ônibus, já complicado na região, tende a piorar sem essa via.
Nesta semana, baseado nisso, estive colhendo a opinião de pessoas sobre o que mais elas demoliriam em São Paulo. Fiz isso junto com Roxane Teixeira, colega de faculdade, para um trabalho de telejornalismo.

Imagem retirada de http://paulinotarraf.files.wordpress.com/2008/05/grande-perspectiva.jpg

Sob o desejo de ser demolido, o Elevado Costa e Silva, mais conhecido como "Minhocão", sempre causou polêmica

Das respostas que tivemos, uma veio de uma estudante de arquitetura. Ela argumentou que não se podia “sair demolindo”. “O prefeito nem fez discussões sobre o assunto, sobre outros planos para a área. Isso deveria ser debatido”, disse. E há razão nessa visão.
Se se houvesse realizado um debate na época da construção do elevado do “doutor Paulo”, provavelmente não teríamos esse problema, que se tornou o “Minhocão”, mas outra solução para o trânsito. Ele usou a obra como seu cartão de visitas de grande administrador; era o seu primeiro cargo no executivo, quando estava próximo dos 40 anos. A se lembrar que a idealização da construção foi do prefeito antecessor de Maluf, José Vicente Faria Lima, quem ocupou o cargo de 1965 a 1969. O projeto, na época, somente não seguiu adiante por causa da forte rejeição sofrida pela população. Isso de nada importou ao “doutor Paulo”. Com o elevado pronto e inaugurado, as críticas aumentaram. O “Minhocão” era – e continua sendo – considerado uma aberração arquitetônica.
A cidade quer se ver livre do Elevado Costa e Silva – que, para ajudar, ainda tem o nome de um ditador -, mas, em troca, não deseja ter mais problemas no trânsito. Dessa vez, é aconselhável ter muita calma e pensar bem antes de fazer qualquer coisa com esse encosto urbano. Afinal, tudo pode melhorar ou piorar.

Participe de nossa enquente. Lá tem as respostas que nós recebemos das pessoas que passaram em frente ao endereço oficial de “povo fala” na cidade, a calçada onde está o prédio da Gazeta. O que você demoliria em São Paulo?

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Fórmula importada, mas com jeitinho brasileiro

Por Raphael Scire

Futebol é a paixão nacional e mesmo quem não gosta não tem escapatória às quartas feiras: duas emissoras da televisão aberta exibem jogos. Globo e Bandeirantes detêm os direitos de exibição e as outras emissoras entram num salve-se quem puder para conseguir alavancar as audiências de seus programas.

O SBT acertou em cheio ao colocar “Esquadrão da Moda” para competir com o bate bola. “Esquadrão da Moda” é uma alternativa para quem não suporta ou simplesmente não gosta de futebol. O programa é a versão brasileira do britânico “What not to wear”, sucesso no mundo todo.  A fórmula é simples: a missão dos apresentadores Isabella Fiorentino e Arlindo Grund é transformar uma pessoa que, supostamente, se veste mal. A “vítima” em questão é seguida por algumas semanas pela equipe de produção do programa, sem saber que irá participar do programa, uma vez que foi inscrita por um terceiro. Isabella e Grund representam o “jeitinho brasileiro” do programa e, não seria exagero afirmar, são os grandes responsáveis pelo sucesso aqui no Brasil.

O papel de “algozes” cabe a eles.  Os dois mostram um entrosamento único em cena e a sintonia entre eles é diretamente refletida para os telespectadores. Situações inusitadas são mostradas e em momento algum eles pegam leve com a participante – sim, somente mulheres podem se inscrever, uma lacuna do programa, afinal, os homens não ligam para moda? Ou será que eles (a produção incluída) acham que todos os homens se vestem bem?

Destaque ainda maior para Isabella, que mostrou que além de linda é capaz de segurar um programa, e muito bem. Além de dicas de moda vindas de dois grandes especialistas no assunto e um guarda roupa renovado, a participante recebe ainda um repaginamento no final, com direito à maquiagem e cabelo. O resultado disso tudo é a melhora da autoestima da mulher que participa. E a audiência do programa, consolidade em média de 9 pontos, é a prova de que nem só de futebol vive o Brasil.

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