Pestes adoráveis

Por Raphael Scire

Do que é feita uma boa novela? Se você respondeu “amor e melodrama”, acertou em partes. É claro que uma história de amor e um bom entrelaço de dramas fazem qualquer trama chinfrim ficar boa, mas essencial para uma novela ser sinônimo de sucesso é a presença das vilãs. Sim, elas aprontam, arquitetam planos malígnos, conseguem o que querem, se dão mal no final (ou não), mas garantem bons momentos.

O que seria de Maria Clara Diniz (Malu Mader), em Celebridade, se não fosse a Laura Cachorrona (Claudia Abreu)? Donatela Fontini (Claudia Raia) conquistaria o público se não tivesse como contraponto Flora Pereira da Silva (Patrícia Pillar), em A Favorita?

A seguir, uma seleção das melhores vilãs das telenovelas brasileiras. Os vilões são bons também, mas elas, nesse quesito, são bem melhores.

Em Belíssima, Bia Falcão (Fernanda Montenegro) era um luxo só. Elegante, fina, riquíssima. Mas sem um pingo de escrúpulos. A megera foi capaz de abandonar uma filha, planejar uma armadilha para tomar dos bens da própria neta e no final ainda se deu bem, nos braços de um garotão bem mais novo, com direito à Torre Eiffel de cenário.

Flora Pereira da Silva (Patrícia Pillar) por muito tempo enganou os telespectadores de A Favorita. A cara de anjo só escondia uma mulher perversa. 18 anos de prisão não foram suficientes para mudar sua mente criminosa.

Laura Prudente da Costa (Claudia Abreu) aprontou poucas e boas para cima de Maria Clara Diniz (Malu Mader) em Celebridade. A cena em que a mocinha espanca a vilã foi a segunda maior audiência da novela e vingou muita gente que esperava ver Laura pagar por suas tramóias. Apesar de má, Laura garantiu bons momentos da novela. A trilha sonora era completamente apropriada – Sympathy for the Devil, dos Rolling Stones – e a personagem consagrou Claudia Abreu como uma das melhores atrizes da televisão brasileira.

Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) roubou a filha da protagonista Maria do Carmo (Susana Vieira) quando a menina era ainda um bebê, em Senhora do Destino. Sua escada era temida por muitos – a bruxa tinha o hábito de, quando se zangava, empurrar seus desafetos escada abaixo. Era morte na certa.

Quem matou Odete Roitmann? Essa pergunta parou o Brasil, em 1989, durante a novela Vale Tudo. A ricassa esnobe foi morta nos capítulos finais da trama e a identidade de seu assassino foi mantida até o último instante. A propósito, a resposta à pergunta é Leila, personagem de Cássia Kiss.

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